- Eleição para a mesa diretora do Senado ocorrerá em fevereiro, com três nomes cotados para a disputa.
- Rogério Marinho se oferece para disputar a presidência do Senado após a derrota de Flávio Bolsonaro.
- Candidatura de Rogério é vista como tentativa de reorganização da ala bolsonarista após as eleições.
- Teresa Cristina (PP-MS) é cotada após divisão interna na Federação União Progressista.
- Desentendimentos entre alianças no PP podem influenciar a escolha da nova mesa diretora.
A eleição para a mesa diretora do Senado Federal acontece em fevereiro. No entanto, articulações políticas são esquematizadas nos bastidores e três nomes aparecem como cotados para a disputa, entre eles o presidente em mandato Davi Alcolumbre (Republicanos) que busca por uma recondução.
Na quarta-feira (4), o coordenador de campanha do então candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho, se colocou à disposição para disputar a presidência da casa. Marinho aparece no radar do Senado logo após a fuga de Flávio para os Estados Unidos depois de ser derrotado nas urnas no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A candidatura de Rogério pode ser entendida como uma tentativa do Partido Lideral e da ala bolsonarista de se reorganizar após as eleições à presidência. Nos bastidores da política, aliados teriam avaliado que Flávio fugiu e deixou o “barco afundando”. Neste novo cenário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também é cotado para disputar a presidência em 2030.
TEREZA CRISTINA É COTADA
Uma ala da Federação União Progressista articula o lançamento da candidatura da senadora Teresa Cristina (PP-MS). No entanto, estaria acontecendo desavenças e pontos de tensão já que uma ala da legenda encabeçada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) defende a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado.
A informação foi publicada pela coluna do jornalista Francy Teixeira do portal Meio Norte. Tal divisão pode abrir brechas para desentendimentos internos entre os senadores.
A permanência de Tereza Cristina no Senado e a resistência de parte dos integrantes do partido à escolha de Alcolumbre fortaleceram a possibilidade de a senadora entrar na disputa, mesmo sem o respaldo da direção nacional.