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Alckmin diz que clã Bolsonaro tenta desviar foco do caso Master: “pensam mais em si”

Vice-presidente afirma que classificação de PCC e CV como grupos terroristas pode trazer impactos econômicos ao Brasil

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  • O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, criticou membros da família Bolsonaro por desviar atenção do caso Master.
  • Alckmin afirmou que a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas pode trazer consequências negativas para o país.
  • O vice-presidente defendeu as ações já adotadas no país contra o crime organizado, incluindo operações policiais e mudanças na legislação.
  • Alckmin destacou operações recentes de combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal, como a Operação Carbono Oculto.
Vice-presidente Geraldo Alckmin | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Ao comentar o tema, Alckmin afirmou que integrantes do clã Bolsonaro estariam utilizando o assunto para desviar a atenção de outro caso que, segundo ele, seria grave do ponto de vista político e econômico.

“O que lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Ficam gerando factoides para desviar a atenção do caso Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação de tributos”, declarou o vice-presidente.

A fala ocorreu durante entrevista concedida em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, após questionamento da repórter Cíntia Garcia, da TV Vanguarda.

Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país | Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Vice-presidente vê risco econômico

Segundo Alckmin, a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas pode trazer consequências negativas para o país, especialmente na economia e no sistema financeiro.

“Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequência no sistema financeiro, na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou.

Defesa de ações já adotadas no país

O vice-presidente também afirmou que o Brasil já atua no enfrentamento ao crime organizado por meio de operações policiais e mudanças na legislação.

“O combate ao crime organizado é feito por terra, mar e água. O Congresso aprovou lei antifacção, novos crimes foram listados, aumento das penas para o crime organizado e dificuldade da progressão penitenciária”, disse.

Alckmin ainda destacou operações recentes de combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal.

“Queria destacar também a operação Carbono Oculto, com participação da Polícia Federal e Receita Federal, bilhões de sonegação em combustível e lavagem de dinheiro. Ontem foi feito um prolongamento dela, com participação do Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco. É um trabalho permanente”, declarou.

Nesta sexta-feira, Alckmin cumpriu agenda no Vale do Paraíba e no Litoral Norte de São Paulo para a entrega de veículos destinados a municípios das duas regiões por meio do Novo PAC Saúde.

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