- Vice-presidente Geraldo Alckmin classifica saída de Flávio Bolsonaro dos EUA como "incompreensível".
- Senador embarcou com família após intimação da PF para entregar passaportes em investigação.
- Viagem ocorreu em meio a investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão envolvendo empresas de apostas.
- Flávio Bolsonaro saiu do Brasil após pedido da PF, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
- Lula comenta atitude de Flávio como "vergonhosa" e acusa família Bolsonaro de "lambe botas" dos EUA.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou como “incompreensível” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil para os Estados Unidos, nesta terça-feira (27), dois dias após a derrota nas urnas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar embarcou acompanhado da esposa e das duas filhas. A viagem ocorreu após uma intimação para entregar os passaportes à Polícia Federal (PF), no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento.
Alckmin comenta viagem após aniversário de Lula
“Incompreensível. Nunca vi uma coisa parecida com isso”, declarou Alckmin nesta terça-feira, no Palácio da Alvorada, após a comemoração dos 81 anos de Lula.
A saída de Flávio do país foi revelada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo a publicação, a viagem foi organizada com a ajuda de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos para evitar vazamentos.
Durante a celebração de aniversário, aberta ao público e com a presença de apoiadores, Lula também comentou a decisão do senador. O presidente classificou a atitude como “vergonhosa” e afirmou que a família Bolsonaro “lambe botas” dos Estados Unidos.
Viagem ocorre em meio a investigação
A saída de Flávio Bolsonaro aconteceu após uma intimação para entregar os passaportes à Polícia Federal. A medida está relacionada à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão atribuídas ao senador e ao empresário Willer Tomaz, envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento.
O pedido de apreensão dos documentos foi feito pela Polícia Federal e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).