- Aécio Neves desiste de candidatura à Presidência após avaliar necessidade de cautela.
- Decisão ocorre um mês após aprovação da pré-candidatura pela federação PSDB-Cidadania.
- Parlamentar exigia formação de aliança política para disputar eleição presidencial.
- Discussões sobre programa de governo já haviam sido iniciadas antes da desistência.
- PSDB perde pré-candidato que representava terceira via na eleição presidencial.
O presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), deputado federal Aécio Neves (MG), desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. O anúncio foi feito após o parlamentar concluir que o momento exige cautela. Segundo ele, é preciso "ter os pés no chão", encerrando a possibilidade de uma candidatura ao Palácio do Planalto.
Pré-candidatura havia sido aprovada pela federação
A decisão ocorre cerca de um mês após a Federação PSDB-Cidadania aprovar a pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência. Na ocasião, a reunião foi conduzida pelo presidente nacional do Cidadania, Alex Manente (SP), que defendeu o nome do deputado como uma alternativa para romper a polarização política e recolocar em pauta os principais desafios do país.
Apesar da aprovação interna, Aécio já condicionava sua participação na disputa à construção de uma ampla aliança política.
Aliança era condição para disputar o Planalto
Ao comentar a possibilidade de concorrer à Presidência, o parlamentar afirmou que não pretendia entrar na corrida eleitoral sem apoio de outras forças políticas.
"Não vou fazer uma travessia solitária. Isso só tem sentido se tiver alguma possibilidade de uma aliança maior com outras forças políticas", declarou à época.
A declaração reforçava que uma candidatura dependeria da formação de um bloco capaz de sustentar um projeto nacional.
Discussões sobre programa de governo chegaram a ser iniciadas
Antes de desistir da disputa, Aécio Neves informou que havia sido procurado por integrantes de sua equipe da campanha presidencial de 2014, além de colaboradores das áreas econômica e social, para discutir propostas de governo.
Com a decisão de retirar seu nome da disputa, o PSDB perde o pré-candidato que vinha sendo apresentado pela federação como representante de uma possível terceira via na eleição presidencial.