- Homem suspeito de se passar pelo treinador do Grêmio foi preso no Rio de Janeiro após golpe contra jogadores.
- Atacante colombiano José Enamorado sofreu prejuízo de R$22 mil com golpe envolvendo cestas básicas.
- Golpista usava perfis falsos e foto do técnico Luís Castro para enganar jogadores e pedir doações.
- Indivíduo tentou isolar vítimas e pressionar com promessa de ressarcimento após solicitar doações.
- Investigação começou após denúncia sobre contato de quatro atletas e solicitação de cestas básicas.
A Polícia Civil investiga um esquema de golpes envolvendo um homem suspeito de se passar pelo treinador do Grêmio e causar um prejuízo de mais de R$20 mil em um dos jogadores da equipe. O suspeito foi preso nesta quarta-feira (2) no Rio de Janeiro.
Ele fazia parte de um grupo que usava perfis falsos nas redes sociais para contar os atletas em nome do técnico português Luís Castro para pedir ajuda na compra de cestas básicas.
A RBS TV divulgou que o atacante colombiano José Enamorado sofreu um golpe de R$22 mil. Além disso, o zagueiro Walter Kannemann também teria recebido contato do golpista, mas suspeitou e procurou a polícia.
VEJA COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
As investigações iniciaram após uma denuncia que diz que o suspeito teria contatado quatro atletas usando a foto do técnico e instruindo os jogadores a chegarem mais cedo ao centro de treinamento no dia seguinte "para bater um papo". Inclusive, com um dos atletas o homem teria conversado por dias sobre rotina, família e desempenho nos treinos, além de elogiar sua dedicação.
Uma das estratégias do indivíduo era pedir para o atleta que a troca de mensagens não fosse comentada com os outros jogadores a fim de isolar a vítima. A partir daí, o falso treinador solicitava ajuda a um grupo social do Rio de Janeiro, por meio de doação de cestas básicas. O pedido foi de 300 cestas básicas, a R$75 cada, totalizando R$22,5 mil.
A transferência foi realizada um dia após uma chave aleatória ser enviada em que o suspeito afirmou se tratar da conta da instituição. Ainda no mesmo dia, o golpista tentou ampliar o prejuízo: informou à vítima que outro atleta, supostamente de "fora do Brasil" e impossibilitado de responder devido ao fuso horário, também desejava contribuir, com 600 cestas básicas, equivalentes a R$ 50 mil, e pediu que o jogador adiantasse o valor, com promessa de ressarcimento posterior.
Devido ao limite diário de transações diário, o jogador não conseguiu fazer o repasse. Para reforçar a legitimidade do pedido e pressionar a vítima, o suspeito chegou a mencionar a colaboração de outros atletas do time.