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Suspeito preso por chacina no Paraná matou família após entrar em bar errado, diz delegado

Investigação aponta que alvo seria outro estabelecimento; três pessoas morreram no Paraná

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  • A chacina em Sarandi, no Norte do Paraná, deixou três pessoas mortas após um erro do atirador.
  • Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, foi preso em Balneário Camboriú (SC) e é apontado como assassino profissional.
  • O crime ocorreu em 22 de maio e as vítimas eram um casal e um adolescente sem antecedentes criminais.
  • Jhonatan foi capturado após denúncias anônimas e permanece preso no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí.
Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, foi preso em Balneário Camboriú. Ele é suspeito de matar uma família por engano em um bar do PR. | Foto: Polícia Civil (PC-PR)
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A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) afirmou nesta quarta-feira (3) que a chacina que deixou três pessoas da mesma família mortas em um bar de Sarandi, no Norte do Paraná, ocorreu após um erro do atirador. Segundo as investigações, Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, preso em Balneário Camboriú (SC), teria entrado no estabelecimento errado ao cumprir uma execução encomendada ligada a uma disputa por território do tráfico de drogas. O crime aconteceu em 22 de maio e vitimou um casal e um adolescente.

Prisão do suspeito

Jhonatan foi capturado durante uma operação conjunta das Polícias Militares do Paraná (PM-PR) e de Santa Catarina (PMSC). De acordo com a investigação, ele estava escondido na casa de uma irmã e foi localizado após denúncias anônimas.

Conforme o relatório policial, o suspeito foi abordado no momento em que descia de um carro por aplicativo. Ele foi levado para o Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, onde permanece preso. O delegado José Pacheco informou que o interrogatório está previsto para ocorrer por videoconferência.

Depois de matar pessoas em bar, atirador fugiu. Colete balístico, pistola e carregadores foram achados abandonados. — Foto: PM-PR 

Atirador teria errado o alvo

Segundo o delegado, a investigação concluiu que o crime foi encomendado por causa de uma disputa envolvendo o tráfico de drogas na região. No entanto, o executor teria cometido um erro ao chegar ao local da ação.

O atirador cometeu um equívoco. No momento em que foi ao local pré-determinado, ele errou o bar. Era para ele ter virado em uma direção e virou em sentido contrário, e foi em outro bar próximo, afirmou José Pacheco durante entrevista coletiva.

Ainda de acordo com o delegado, a polícia considera o caso esclarecido. A apuração aponta que duas pessoas eram os alvos originais da execução, mas acabaram não sendo encontradas porque o suspeito entrou no estabelecimento errado.

Suspeito é apontado como assassino profissional

A polícia informou que Jhonatan possui uma extensa ficha criminal e já responde por crimes como homicídio e tráfico de drogas. Segundo o delegado, ele atuaria como um “assassino profissional” e havia deixado o sistema prisional recentemente.

Pela chacina, ele deverá responder por triplo homicídio qualificado e também por tentativa de homicídio, já que um cliente do bar conseguiu escapar dos disparos.

Além dele, outras duas pessoas já haviam sido presas durante a investigação. No dia 27 de maio, Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, foi detido sob suspeita de auxiliar na ação. Três dias depois, Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, apontado como mandante do crime, também foi preso.

Relembre o caso

A chacina ocorreu na noite de 22 de maio, quando um homem armado chegou ao estabelecimento e abriu fogo contra pessoas que estavam sentadas na frente do bar. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

As vítimas foram identificadas como Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, o marido dela, Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, e Matheus Souza do Amaral, de 15 anos, primo de Rafael e filho do proprietário do bar. Os dois adultos morreram no local. O adolescente chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

Durante as buscas após o crime, policiais encontraram uma pistola, carregadores e um colete balístico abandonados nas proximidades. Conforme a polícia, as três vítimas não possuíam antecedentes criminais.

Matheus Souza do Amaral, de 15 anos, foi uma das vítimas do ataque — Foto: Cedida pela família - Reprodução 

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