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Sargento é preso após levar esposa capitã da PM morta a hospital em BH

Michele Leão Azevedo foi encontrada com múltiplas lesões pelo corpo; família fala em relação abusiva

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  • Sargento Eduardo Abner preso após levar esposa morta ao hospital em Belo Horizonte.
  • Médica identificou lesões e quadro de assistolia compatíveis com morte antiga.
  • Sargento afirma que esposa caiu de escada e recusou atendimento médico por constrangimento.
  • Ecstasy foi encontrado em lixeira do hospital, confirmando uso da droga pelo casal.
  • Mãe da vítima relata relacionamento abusivo e controle psicológico por parte do sargento.
BO diz que vítima tinha múltiplas lesões. Suspeito atribui ferimentos a drogas, sexo consensual e queda da escada. | Foto: Reprodução/Redes Socias
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O sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante após levar a esposa capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo já sem vida na noite de segunda-feira (20) ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Ele é suspeito de ter envolvimento na morte.

A médica responsável pelo atendimento informou que Michele teve um quadro de assistolia, compatível com parada cardiorrespiratória instalada havia tempo considerável. 

A equipe identificou lesões no corpo da mulher, entre elas traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na região frontal da cabeça.

Os médicos também informaram que, pelas características observadas, estimava-se que a morte tivesse ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital.

A VERSÃO DO SARGENTO

Em depoimento, o sargento disse que ele e a esposa fizeram uma comemoração em casa na noite anterior com bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.

Ele também afirma que após os convidados irem embora, os dois tiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas.

Segundo o sargento, por volta do meio-dia do dia seguinte Michele teria caído da escada, sofrido um corte na cabeça e outros ferimentos. Ele alega ter prestado socorro e dado banho na esposa, estancando o sangramento e a colocado para descansar. 

Ele diz que ela teria recusado atendimento médico porque estaria constrangida após o consumo de drogas.

O sargento afirmou que ambos dormiram durante a tarde e que, ao acordar, por volta das 21h, percebeu que Michele não respondia aos estímulos. Em seguida, decidiu levá-la ao Hospital Odilon Behrens.

Ecstasy encontrado

O boletim de ocorrência aponta que Eduardo teria descartado uma pequena caixa metálica em uma lixeira em um dos banheiros do hospital. Polícias encontraram comprimidos com características semelhantes às da droga sintética ecstasy. 

O próprio sargento confirmou que havia jogado o material fora. A substância foi apreendida e será submetida à perícia.

FAMÍLIA FALA EM RELACIONAMENTO ABUSIVOS  

A mãe de Michele diz que achava o relacionamento do casal abusivo e marcado por controle psicológico. Segundo ela, a filha passava por uma relação marcada por separações e reconciliações com Eduardo ao longo dos últimos anos.

A mulher disse que iria encontrar a capitã que acabou telefonando dizendo apenas que não poderia comparecer. Depois disso, ela enviou diversas mensagens ao longo do dia e não recebeu resposta.

Ainda segundo o boletim, a mãe afirmou que passou a desconfiar do uso de drogas pela filha apenas depois do início do relacionamento com o sargento. Ela também disse que foi informada pela outra filha de que Michele considerava Eduardo uma pessoa narcisista, tentava terminar o relacionamento e que, em uma discussão anterior, ele teria chegado a empunhar uma faca.

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