- A Receita Federal apreendeu 1.200 ampolas de tirzepatida escondidas em pneu estepe de veículo na BR-277, em Irati, Paraná.
- Dois homens do Ceará foram presos em flagrante após serem encontrados com medicamentos de procedência estrangeira.
- Veículo e carga foram levados para Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa para investigação das circunstâncias da entrada ilegal.
- Apreensões de medicamentos para emagrecimento na fronteira Brasil-Paraguai atingiram recorde de 76 mil unidades no primeiro semestre de 2026.
- Produtos foram encontrados em diversos locais, como frascos de shampoo e solados de tênis, com risco à saúde por falta de regularização.
A Receita Federal apreendeu 1.200 ampolas de tirzepatida, avaliadas em aproximadamente R$ 135 mil, que estavam escondidas no pneu estepe de um veículo na BR-277, em Irati, no Paraná. A apreensão aconteceu na tarde de domingo (23), durante uma fiscalização de rotina realizada na região da fronteira do Brasil com o Paraguai.
O medicamento, utilizado principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e também para controle do peso, estava acondicionado em 300 caixas escondidas no estepe do carro. Segundo as autoridades, o produto tinha procedência estrangeira.
Duas pessoas são presas
O veículo transportava duas pessoas, ambas moradoras do Ceará. Após a localização dos medicamentos, os dois ocupantes foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Ponta Grossa.
O automóvel também foi apreendido e levado para a Delegacia da Receita Federal do Brasil na mesma cidade. As circunstâncias da entrada dos produtos no país deverão ser apuradas pelas autoridades.
Apreensões de “emagrecedores” batem recorde
Segundo a Receita Federal, as apreensões de medicamentos para emagrecimento na fronteira do Brasil com o Paraguai atingiram números recordes no primeiro semestre de 2026. Mais de 76 mil unidades foram apreendidas no período, contra cerca de 24 mil em todo o ano de 2025.
Os produtos já foram encontrados escondidos em diferentes tipos de compartimentos e objetos, como frascos de shampoo, embalagens de gel de massagem, solados de tênis e carrocerias de veículos.
A Receita Federal alerta ainda para a procedência dos medicamentos. Segundo o órgão, muitos desses produtos são comercializados por valores abaixo dos praticados no mercado regular e podem não ter registro ou regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).