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Quem é José Gustavo, namorado preso por matar estudante de biologia em SC

Aos 21 anos, jovem trabalhava em uma loja de materiais elétricos e mantinha uma empresa de entregas; familiares relatam histórico de relacionamentos conturbados

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  • José Gustavo Rabelo, de 21 anos, trabalhava em uma loja de materiais elétricos e tinha uma microempresa de entregas.
  • Familiares da namorada afirmaram que ele tinha histórico de violência em relacionamentos anteriores.
  • Relatos indicam que o jovem isolava vítimas no quarto, evitando contato com familiares e outras pessoas.
  • José Gustavo confessou a morte da namorada após discussão, corpo foi encontrado após quase uma semana.
  • Defesa do acusado afirma que atuará de forma técnica e responsável, sem transformar dor em disputa pública.
Segundo a investigação, o crime ocorreu entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7), após uma discussão. | Foto: Reprodução
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José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, trabalhava com atendimento ao público no balcão de uma loja de materiais elétricos e de energia solar em uma cidade próxima a Sangão, no Sul de Santa Catarina. Além do emprego, ele era titular de uma microempresa de serviços de entrega rápida, aberta em junho de 2026.

Segundo a polícia, José Gustavo não possuía antecedentes criminais. No entanto, familiares da namorada, Joviana Evelyn Iankovski, afirmaram que ele tinha um histórico de relacionamentos anteriores marcados por episódios de violência.

Lívia Iankovski, irmã de Joviana, contou que a própria família do jovem teria conhecimento de comportamentos considerados problemáticos.

“A família dele mesmo disse que ele era proibido de levar mulheres para casa porque ele é a ‘ovelha negra da família’. A nossa família e a Joviana não sabíamos dessa informação”, relatou.

O delegado Murilo Silveira da Cunha, responsável pela investigação, afirmou que o relacionamento entre José Gustavo e Joviana era conturbado. Segundo ele, o jovem costumava levar a namorada e outras pessoas para o quarto da residência, mantendo o cômodo isolado do restante da casa.

“Era comum, segundo relatos do próprio autor, que ele levasse não só a vítima, como outras pessoas para o seu quarto, fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado, sem que as pessoas que ele levava tivessem contato com os seus familiares ou com qualquer pessoa que estivesse na casa”, explicou o delegado.

O crime

José Gustavo passou a ser investigado após confessar a morte da namorada, Joviana Evelyn Iankovski, estudante de Biologia de 19 anos.

Segundo a investigação, o crime ocorreu entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7), após uma discussão. A polícia afirma que a jovem foi morta com um golpe conhecido como “mata-leão” e que o corpo permaneceu trancado no quarto do suspeito durante o fim de semana.

A família de Joviana desconfiou das mensagens enviadas pelo celular da jovem na sexta-feira, quando ela informou que dormiria na casa do namorado. A mãe suspeitou que os textos poderiam ter sido escritos por outra pessoa.

O corpo foi localizado pela polícia na segunda-feira (10), mesmo dia em que José Gustavo se entregou e confessou o crime. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva após audiência de custódia.

A causa e o horário exatos da morte ainda serão apontados por exame da Polícia Científica.

Em nota, a defesa de José Gustavo afirmou que seguirá atuando de maneira “técnica e responsável” e que não pretende transformar a dor das famílias envolvidas em uma disputa pública.

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