- A Prefeitura de Limeira iniciou intervenção na Ponte do Esqueleto após morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos.
- Trabalhos incluem fechamento de acessos irregulares e reforço da segurança no local.
- Governo Federal avalia medidas permanentes para a área, incluindo demolição da ponte.
- Investigação aponta falhas de segurança na atividade de rope jump que resultou na morte da jovem.
Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), a Prefeitura iniciou nesta quarta-feira (17) uma intervenção na Ponte do Esqueleto para reforçar a segurança do local. A ação ocorre após reuniões entre representantes municipais e federais, que discutem medidas definitivas para a área, incluindo a possibilidade de demolição da estrutura. A jovem morreu no último sábado (13) depois de ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa à corda de segurança durante uma atividade promovida pela empresa Entre Cordas. Mesmo após receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ela não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto da queda. Segundo a Prefeitura de Limeira, os trabalhos começaram às 6h30 e incluem o bloqueio de acessos considerados irregulares à Ponte do Esqueleto. A medida complementa ações emergenciais que já vinham sendo realizadas no local para restringir a circulação de pessoas. A administração municipal informou que uma intervenção mais ampla ainda não havia sido executada devido a limitações operacionais relacionadas à área, cuja responsabilidade foi reconhecida pelo Governo Federal. Por isso, o município atua no apoio a medidas emergenciais até que uma solução definitiva seja adotada. De acordo com a prefeitura, obras estruturais permanentes, como construção de muros de contenção, manutenção de valetas e fechamento definitivo da área, são de responsabilidade do Governo Federal. As definições começaram a ser discutidas em reuniões realizadas na segunda-feira (15), com a participação da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), além dos prefeitos de Limeira e Cordeirópolis e suas equipes técnicas. Após os encontros, a SPU informou que continuará dialogando com os governos locais para definir o futuro da ponte. Entre as alternativas em análise está a demolição da estrutura. A morte de Maria Eduarda segue sendo investigada pela Polícia Civil. Conforme o boletim de ocorrência, a jovem foi lançada sem que a corda de segurança estivesse devidamente instalada. Testemunhas relataram que pessoas presentes tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do resgate. Uma delas também afirmou ter visto um funcionário da empresa retirando a câmera que estava presa ao corpo da vítima após o acidente. As investigações apontam que os responsáveis pela atividade podem ter assumido o risco de produzir o resultado morte. A Polícia Civil também destacou que o local possui histórico de ocorrências graves, incluindo outros acidentes fatais. Até o momento, três funcionários da empresa responsável pelos saltos foram presos. Após audiência de custódia realizada no domingo (14), a Justiça de São Paulo converteu as prisões em preventivas. O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades criminais.Fechamento de acessos irregulares
Governo Federal avalia medidas permanentes
Investigação aponta falhas de segurança
Três funcionários seguem presos