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Prefeito de Macapá é afastado suspeito de desviar dinheiro de obra de hospital

STF determinou afastamento do prefeito Dr. Furlan, do vice e de outros servidores por 60 dias; 13 mandados foram cumpridos em três estados

Clínica do prefeito de Macapá foi um dos endereços alvo da operação | Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Macapá deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Paradoxo, que apura suspeitas de fraude em licitações na área da Saúde. A ação teve como alvos endereços ligados ao prefeito da capital amapaense, Dr. Furlan (PSD).

A operação cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento de servidores públicos por 60 dias e autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, além de diligências em Belém (PA) e Natal (RN).

Entre os afastados estão o próprio prefeito, o vice-prefeito Mario Neto (Podemos), a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Permanente de Licitação da prefeitura.

Suspeita envolve obra do Hospital Geral Municipal

As investigações apuram um possível esquema de fraude na licitação para execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

De acordo com a polícia, há indícios da atuação de um grupo formado por agentes públicos e empresários, que teria direcionado o processo licitatório, promovido o desvio de recursos públicos e praticado lavagem de dinheiro. O contrato sob suspeita foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.

O que aponta a investigação

Segundo as autoridades, o grupo investigado teria manipulado etapas do processo licitatório para garantir vantagens indevidas em contratos milionários. Também há suspeita de que parte dos recursos destinados à obra tenha sido desviada e posteriormente ocultada por meio de movimentações financeiras consideradas irregulares.

O Hospital Geral Municipal de Macapá é uma das principais obras de infraestrutura da saúde na capital, com orçamento estimado em cerca de R$ 70 milhões. A operação busca esclarecer se o projeto foi utilizado como instrumento para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes como fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, a depender da conclusão do inquérito.

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