SEÇÕES

Polícia investiga ao menos seis mortes de bebês em maternidade de São Paulo

Policia Civil investiga seis mortes de bebês no Hospital Salvalus, com suspeitas de infecções hospitalares. Famílias questionam condições da assistência médica.

Ver Resumo ▼
  • Policia Civil investiga seis mortes de bebês no Hospital Salvalus, na zona leste de São Paulo.
  • Famílias suspeitam que crianças tenham morrido por infecções contraídas durante internação no hospital.
  • Inquérito policial foi aberto para apurar causas dos óbitos e analisar prontuários médicos.
  • Assistente jurídica afirma que há pelo menos 36 casos de crianças que perderam a vida em procedimentos no hospital.
  • Hospital Salvalus afirma tratar casos graves e reforça que não atribui causas sem comprovação técnica.
Hospital e Maternidade Salvalus | Foto: Divulgação
Siga-nos no

A Polícia Civil de São Paulo investiga seis mortes de bebês atendidas no Hospital e Maternidade Salvalus, na zona leste da capital paulista. Os casos ocorreram ao longo deste ano e são apurados pelo 8º Distrito Policial (Brás).

Familiares de pacientes levantam suspeitas de possíveis infecções contraídas durante a internação e questionam as condições da assistência médica prestada na unidade.

Entenda o caso

Polícia Civil instaurou um inquérito policial para apurar os seis óbitos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os casos foram comunicados à polícia na quarta-feira (21). A investigação inclui depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise integral dos prontuários médicos. O objetivo, segundo a SSP, é esclarecer as causas das mortes.

Famílias suspeitam que bebês tenham morrido por consequência de infecções hospitalares. Apesar de oficialmente a polícia investigar seis óbitos, a assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, diz que há pelo menos 36 casos de famílias que perderam seus filhos em procedimentos realizados no Hospital Salvalus nos últimos seis meses.

Muitos casos ainda não foram registrados e outros ainda não foram remetidos ao 8° DP, diz a assistente jurídica. "São crianças que deram entrada para fazer cirurgias de má formação, digestivas ou de correção que tinham chance baixíssima de morte, mas que tiveram infecção generalizada e faleceram. As famílias estão desoladas", afirmou Eduarda Fragnan.

Documentos incluem boletins de ocorrência e certidões de óbito de crianças que morreram após atendimento no hospital. Os registros descrevem diferentes condições clínicas, entre elas quadros de sepse, pneumonia, choque e outras complicações.

As certidões registram as causas médicas dos óbitos, mas não estabelecem, por si só, que as infecções tenham sido contraídas no hospital ou que tenha ocorrido falha no atendimento. Essa relação depende da análise dos prontuários, de exames e de outros elementos da investigação.

Em um dos boletins, uma familiar relata ter presenciado a morte de outras crianças durante o período em que seu filho permaneceu internado na unidade. A declarante também manifesta suspeita de contaminação hospitalar.

O que diz o hospital

Em nota, o Hospital Salvalus, que integra a rede Hapvida, afirmou que trata os relatos com seriedade e que não é possível atribuir situações clínicas distintas a uma mesma causa sem comprovação técnica. A instituição declarou que atende crianças com quadros graves e condições que exigem assistência especializada, como prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e infecções.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP