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PF mira grupo chinês que movimentou R$ 6 bilhões em 15 países com sistema bancário paralelo

A quadrilha administrava um complexo sistema bancário paralelo e ilegal. O grupo atendeu pessoas que queriam ocultar capitais, lavar dinheiro ou enviar e receber quantias do exterior.

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Movimentação de R$ 6 bilhões em cinco anos, envolvendo 15 países. Prisão de 16 suspeitos e busca e apreensão em 7 estados brasileiros. Grupo operava sistema bancário paralelo ilegal, atendendo pessoas que queriam ocultar capitais, lavar dinheiro ou receber quantias do exterior. Investigados incluem policiais e contadores. As investigações abrangem EUA, Canadá, Europa, Ásia e América do Sul. A Justiça Federal bloqueou bens e valores superiores a R$ 10 bilhões para mais de 200 pessoas jurídicas.
Polícia Federal | FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Polícia Federal investiga um grupo liderado por chineses que movimentou R$ 6 bilhões em cinco anos com lavagem de dinheiro em pelo menos 15 países. Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão em endereços de 7 estados: São Paulo, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná, Ceará, Santa Catarina e Bahia.

O QUE OCORRIA?

A quadrilha administrava um complexo sistema bancário paralelo e ilegal. O grupo atendeu pessoas que queriam ocultar capitais, lavar dinheiro ou enviar e receber quantias do exterior. A PF aponta que há promessas de envolvimento de facções de tráfico de drogas, de armas e contrabando.

Somente em 2024, foram movimentados R$ 800 milhões. O esquema contava com o envolvimento de recebimentos de pessoas, brasileiros e estrangeiros. Entre os alvos estão policiais civis e militares, contadores de bancos.

O QUE DIZ A POLÍCIA?

A investigação começou em 2022 e mostrou que os criminosos não operavam só no Brasil. Eles também atuaram nos EUA, Canadá, Panamá, Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru, Holanda, Inglaterra, Itália, Turquia, Dubai e especialmente Hong Kong e China.

Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além das prisões e das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores no valor superior a R$ 10 bilhões para mais de 200 pessoas jurídicas.

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