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Perita denuncia importunação sexual dentro da Polícia Científica de São Paulo

Caso ocorreu em julho no Instituto de Criminalística; denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil

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  • Perita criminal denuncia importunação sexual por colega em 8 de julho na cozinha do Instituto de Criminalística.
  • Vítima relatou que o colega se aproximou, encostou contra ela e tentou abraçá-la, sendo afastada e gritou para ele sair.
  • Cozinha onde ocorreu o episódio não possui câmeras, mas há monitoramento nos corredores da instituição.
  • Caso foi registrado na 3ª DDM Oeste e encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil para apuração.
  • Instituto de Criminalística informa que ofereceu atendimento psicológico à vítima e não compactua com desvios de conduta.
Perita denuncia importunação sexual dentro da Polícia Científica de São Paulo | Foto: Reprodução/ Street View
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Uma perita criminal do Instituto de Criminalística de São Paulo denunciou ter sido vítima de importunação sexual por parte de um colega de trabalho dentro da instituição. O episódio ocorreu em 8 de julho, na cozinha do instituto, e foi registrado na 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM Oeste). Segundo o Instituto de Criminalística, o caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil e é investigado por meio de procedimento correcional e inquérito policial.

Como ocorreu

De acordo com o relato registrado pela vítima, ela estava sentada na cozinha do instituto e mexia no celular quando o colega se aproximou e encostou o corpo contra o dela, da cintura para baixo. Surpresa, a mulher o afastou imediatamente.

Ainda segundo o depoimento, o homem teria tentado novamente se aproximar, desta vez para abraçá-la à força. A perita voltou a empurrá-lo e gritou: “Sai, não me beija”.

Conforme o registro policial, o homem respondeu: “É apenas um beijo, um cumprimento” e deixou o local logo depois.

A vítima informou que nunca teve relacionamento amoroso com o colega e que os dois mantinham apenas uma relação de cordialidade profissional.

Sem câmeras na cozinha

A cozinha onde o episódio teria ocorrido não possui câmeras de segurança. O registro policial aponta, porém, que existem equipamentos de monitoramento nos corredores da instituição.

Após o episódio, a mulher relatou ter ficado extremamente abalada e precisou ser amparada por um colega. A polícia também foi informada sobre uma testemunha indireta, que teria conhecimento do estado da vítima logo após o ocorrido.

Investigação

O caso foi registrado na 3ª DDM Oeste. Em nota, o Instituto de Criminalística informou que não compactua com desvios de conduta e que possui uma Comissão de Combate ao Assédio Sexual e Moral.

Segundo o órgão, todos os procedimentos internos cabíveis foram realizados e a vítima foi conduzida à Delegacia de Defesa da Mulher. A denúncia foi posteriormente encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil para apuração.

A instituição também informou que disponibilizou atendimento psicológico à vítima por meio do eixo de valorização do servidor, que conta atualmente com três psicólogos para esse tipo de atendimento.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil informou que os fatos estão sendo apurados por meio da instauração de procedimento correcional próprio e de inquérito policial. O órgão afirmou ainda que mantém o compromisso com a transparência, a legalidade e a apuração dos fatos.

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