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“Para minha filha sobrou o caixão”, diz pai de PM morta sobre aposentadoria de tenente-coronel

“É muito revoltante ver um assassino ser aposentado”, disse a mãe da vítima.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é acusado de ter matado a saldado Gisele em SP | Foto: Reprodução/redes sociais
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Os pais da soldado Gisele Alves Santana se manifestaram após a Polícia Militar de São Paulo publicar, nesta quinta-feira (2), a portaria de inatividade que transfere para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual.

O tenente-coronel deve receber um salário bruto de R$ 28 mil com a aposentadoria. Em vídeo, o pai de Gisele expressa indignação com a situação e afirma: “para aposentar, ele foi rápido. Para minha filha, sobrou o caixão e o luto para a família.”

“É muito revoltante ver um assassino ser aposentado”, disse a mãe da vítima.

Segundo o advogado da família da soldado, José Miguel da Silva Júnior, o pedido para manutenção do salário foi feito em menos de uma semana. Ele questiona a decisão, argumentando que a própria corporação não admite condutas incompatíveis com a função.

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