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Novo laudo aponta que PM Gisele não poderia ter atirado contra a própria cabeça

Perícia reforça hipótese de participação de uma segunda pessoa na morte da policial; marido, tenente-coronel réu por feminicídio, será interrogado na segunda-feira (5)

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  • Laudo criminal reforça que policial não poderia ter efetuado disparo contra própria cabeça.
  • Gisele foi encontrada baleada em apartamento com marido, que está preso por feminicídio.
  • Perícia analisou vestígios e posição do corpo, descartando hipótese de suicídio.
  • Defesa questiona laudos e pede reconsideração da versão de suicídio.
  • Depoimento de Geraldo será realizado na próxima segunda-feira pela Justiça.
O tenente-coronel deverá ser interrogado pela Justiça na próxima segunda-feira (5). | Foto: Reprodução
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Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo reforçou que a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, não poderia ter efetuado o disparo contra a própria cabeça da forma como o corpo foi encontrado. O documento mantém as conclusões de perícias anteriores e aponta que os vestígios analisados são incompatíveis com a hipótese de suicídio.

Gisele foi encontrada baleada na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, em 18 de fevereiro. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas morreu no mesmo dia. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas a investigação passou a considerar a possibilidade de homicídio após a análise de novos elementos.

Segundo o laudo complementar, a posição dos vestígios de sangue, as lesões identificadas no corpo e a localização da arma não seriam compatíveis com a hipótese de que Gisele tenha realizado o disparo e permanecido na posição registrada na cena. A perícia também analisou a altura do guarda-roupa onde, segundo a versão apresentada pelo marido, a vítima teria pegado a arma.

O documento foi elaborado após questionamentos apresentados pela defesa de Geraldo. A perita criminal responsável pela análise concluiu que não foram encontrados elementos técnicos capazes de alterar as conclusões das perícias anteriores. A reprodução simulada da ocorrência também foi analisada e, segundo a perícia, os questionamentos apresentados pela defesa não modificaram os resultados.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde março e é réu por feminicídio e fraude processual. Ele nega as acusações e sustenta que Gisele tirou a própria vida. A defesa apresentou questionamentos aos laudos e afirma que a versão do suicídio deve ser considerada.

O tenente-coronel deverá ser interrogado pela Justiça na próxima segunda-feira (5). O depoimento havia sido adiado anteriormente após pedidos da defesa relacionados à complementação da perícia. O processo criminal continua em andamento.

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