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Mulher é suspeita de matar filho de 11 meses para impedir guarda do pai

A mulher, de 36 anos, teria levado o bebê do Wyoming ao Novo México após uma disputa judicial pela guarda e pode ser condenada à prisão perpétua nos Estados Unidos.

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  • Madeline Veronique Daly, de 36 anos, matou o filho de 11 meses com tiro no rosto em 23 de dezembro do ano passado.
  • Ela se declarou culpada de homicídio qualificado e será condenada a prisão perpétua no Novo México.
  • Daly levou o bebê do Wyoming para o Novo México, descumprindo ordem judicial que dava custódia ao pai.
  • A criança não resistiu aos ferimentos e Daly alegou que o crime era para impedir que o pai tivesse acesso ao filho.
  • O pai do bebê afirma que Daly recusou-se a permitir que ele fizesse parte da vida do filho e fugiu com o menino.
Madeline Veronique Daly, de 36 anos | Foto: Reprodução
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Madeline Veronique Daly, de 36 anos, é suspeita de matar o filho de 11 meses com um tiro no rosto. A motivação do crime seria para evitar que o pai da criança conseguisse a guarda do menino. O caso aconteceu em 23 de dezembro do ano passado.

 Ela já respondia por rapto, já que havia levado o bebê do Wyoming até o Novo México, nos Estados Unidos, e se declarou culpada de homicídio qualificado.

MULHER CONFESSA O CRIME

O procurador distrital Norman R. Wheeler informou que a mulher se declarou culpada de homicídio qualificado. A informação foi divulgada pelo Gabinete do Procurador Distrital do 6º Distrito Judicial do Novo México, em comunicado publicado no Facebook.

Com a decisão, Daly deve cumprir prisão perpétua no Departamento Correcional do Novo México, pena máxima prevista para homicídio qualificado no estado.

O QUE SE SABE?

No fim do ano passado, ela levou o filho do Wyoming para o Novo México, descumprindo uma ordem judicial que havia dado a custódia de emergência ao pai da criança. 

Depois de uma denúncia informando que ela tinha sido localizada e que havia um mandado de prisão em aberto por rapto, agentes do Gabinete do Xerife do Condado de Grant a encontraram em uma caravana motorizada, estacionada em uma propriedade rural perto da Autoestrada 15.

Os policiais cercaram o veículo e, enquanto tentavam conseguir um mandado de busca, ouviram um disparo. Foi então que "os agentes entraram rapidamente na no veículo e descobriram que Daly tinha matado a tiro o seu filho com uma pistola de 9 mm".

CRIANÇA NÃO RESISTIU

"Após uma breve resistência, Daly foi detida e os agentes tentaram salvar a criança, levando-a às pressas para uma ambulância que aguardava no local", mas o menino não resistiu.

A mulher chegou a dizer às autoridades que considerava que o crime tinha "valido a pena" se isso significasse que o pai e a família paterna nunca teriam acesso ao filho. 

Ela também afirmou acreditar que a criança "teria estado em perigo e teria sido vítima de abuso sexual se ela tivesse saído daquela caravana" e que o pai "nunca quis ter nada a ver com [ele], financeiramente, fisicamente ou emocionalmente, em momento algum", segundo a revista People.

A VERSÃO DO PAI

O pai do bebê, identificado como Basil Stoner, apresentou uma versão diferente dos fatos em uma página de arrecadação online. 

"Jake Stoner teve uma relação com Madeline Daly. Quando o casal se separou, em julho de 2024, Madeline Daly fugiu e tentou manter em segredo o local onde se encontrava e onde o bebê nasceu. Durante todo esse tempo, Madeline Daly enviava mensagens de texto aleatórias a Stoner, dizendo-lhe que ele nunca faria parte da vida do filho. Por fim, Madeline Daly foi viver para a pequena cidade de Ten Sleep, no Wyoming, para levar a gravidez a diante. Jake Stoner conseguiu comunicar com ela e esteve presente no nascimento do filho. Após o nascimento, Madeline Daly recusou se a discutir o nome da criança ou mesmo a permitir que o apelido Stoner fosse inscrito na certidão de nascimento", diz o texto.

A mesma nota afirma que a mulher "recusou se a permitir que Stoner fizesse parte da vida do filho", situação que durou oito meses, até que o 5º Tribunal Distrital Judicial do Condado de Washakie, no Wyoming, decidiu a favor do pai, que passou a ter direito a conviver metade do tempo com Basil.

"As primeiras visitas que Jake fez desde que o filho nasceu correram maravilhosamente bem. [...] Na vez seguinte em que deveria poder visitar o filho, Madeline Daly desrespeitou a ordem judicial. Na semana seguinte, Jake tentou novamente marcar um encontro. Madeline Daly recusou mais uma vez. Nessa época, Jake solicitou ao tribunal que interviesse. Quando Madeline Daly soube do pedido que ele tinha feito ao tribunal, respondeu com uma mensagem ao Jake, chamando lhe pai irresponsável, dizendo lhe que já estava fazendo com que o filho começasse a chamar 'papai' a outra pessoa", relata o texto.

Foi nessa ocasião que a mulher teria fugido com o menino. Como o nome do pai não constava na certidão de nascimento e Daly tinha dupla nacionalidade, havia temor de que ela pudesse deixar o país sem dificuldades. O relato do pai destaca que a suspeita "tinha um histórico de abuso de substâncias e problemas de saúde mental", tendo inclusive vivido um impasse com autoridades do Nebraska, no qual ameaçou tirar a própria vida.

"Em vez de poder passar o Natal com o seu filho, Jake ouviu as palavras que o irão assombrar para sempre. [...] Jake fez a viagem do Nebraska, onde reside e trabalha ao lado da família numa exploração pecuária, na qual esperava que o filho um dia se juntasse a ele, até ao Novo México. Quando chegou, foi informado de que não poderia ver o filho até 26 de dezembro, devido aos feriados. O coração de Jake está partido. Tudo o que ele sempre quis foi ser pai", diz o relato.

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