O suspeito de matar uma professora e enterrá-lá no quintal de casa teria saído para pedalar um dia após o crime e manteve a rotina padrão, segundo testemunhas. Jacemir Bueno de Almeida é investigado pela morte da esposa, Elisângela Barbosa de Almeida. O caso aconteceu em Pariquera-Açu, em São Paulo.
Ele confessou o crime após ser preso na última sexta-feira (24). Elisângela ficou desaparecida por cinco dias até o corpo ser localizado na residência do casal. O depoimento contraditório de Jacemir levantou suspeitas, o que levou a se tornar o principal suspeito do crime.
VERSÃO CONTRADITÓRIA
Em depoimento à Polícia Civil, Jacemir chegou a afirmar que a companheira havia saído de casa na quarta-feira (22) para fugir com um possível amante. O que levantou suspeitas por parte da corporação foi o momento em que o suspeito mencionou que um cano havia estourado na residência.
A questão era que a menção não tinha ligação aparente com o caso, o que gerou estranhamento e fez com que fosse realizada uma busca na casa do casal, onde o corpo foi localizado após ser detectado uma “terra mexida” no quintal.
VIZINHO ESCUTOU CAVAÇÃO
Um vizinho da professora Elisângela Barbosa de Almeida relatou à Polícia Civil de São Paulo que ouviu o marido da vítima cavando o local dias antes de o corpo dela ser encontrado. A mulher foi assassinada e enterrada no quintal de casa em Pariquera-Açú (SP).
No depoimento, o homem disse à corporação que, apesar do barulho, não suspeitou que um crime estava ocorrendo. Ele disse ter ouvido um barulho de enxada por volta das 3h de terça-feira (21). O som era similar a alguém escavando o solo.