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Jovem de 22 anos é indiciada 15 vezes por golpe de iPhone em Minas Gerais

De acordo com o delegado, a suspeita conquistava a confiança dos clientes ao vender produtos por valores muito abaixo do mercado.

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  • A mulher de 22 anos foi indiciada por 15 crimes de estelionato na PCMG.
  • As investigações apontam que ela aplicou golpes durante mais de dois anos, causando prejuízos a dezenas de consumidores.
  • O esquema envolvia vendas de produtos por valores muito abaixo do mercado e posteriormente deixava de enviar os aparelhos adquiridos.
  • 15 vítimas formalizaram denúncias, com prejuízo identificado de R$ 150 mil, mas o número real de lesados pode ser maior.
Jovem investigada | Foto: Polícia Civil Mg/Divulgação
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Uma mulher de 22 anos foi indiciada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeita de cometer 15 crimes de estelionato, incluindo casos de fraude eletrônica. Segundo as investigações, ela teria aplicado golpes durante mais de dois anos por meio de lojas físicas e vendas online, causando prejuízos a dezenas de consumidores.

As apurações foram conduzidas pelo delegado Marcos Vinícius Gontijo, da 2ª Delegacia de Polícia de Contagem. Inicialmente, o caso parecia envolver apenas conflitos comerciais relacionados à compra de aparelhos eletrônicos, principalmente iPhones de modelos recentes.

De acordo com o delegado, a suspeita conquistava a confiança dos clientes ao vender produtos por valores muito abaixo do mercado e realizar as primeiras entregas normalmente. Posteriormente, após migrar para vendas exclusivamente online, deixava de enviar os aparelhos adquiridos e alegava problemas logísticos ou atrasos envolvendo a Receita Federal para justificar as demoras.

A polícia afirma que o esquema seguia um modelo semelhante ao de pirâmide financeira. Os preços promocionais, que chegavam a ficar até 60% mais baratos, serviam para atrair novos compradores e manter a credibilidade da loja.

Até agora, 15 vítimas formalizaram denúncias, e o prejuízo identificado ultrapassa R$ 150 mil. No entanto, os investigadores acreditam que o número real de pessoas lesadas seja maior, já que as vendas alcançavam diferentes regiões de Minas Gerais por meio da internet.

Antes de atuar exclusivamente online, a investigada chegou a manter três lojas físicas em Contagem. Apesar de possuir diversos registros policiais anteriores, ela ainda não havia sido condenada.

O inquérito foi concluído no fim de março de 2026. Na última quinta-feira (7), a Polícia Civil cumpriu medidas cautelares autorizadas pela Justiça. O Ministério Público de Minas Gerais acompanhou o caso e concordou com o indiciamento pelos crimes de estelionato simples e qualificado.

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