- Atendente de necrotério, 36 anos, é preso por transferência bancária suspeita.
- Vítima faleceu após acidente de motocicleta em Santos, SP, no dia 15 de maio.
- Suspeito utilizou celular da vítima para realizar transferência via Pix de R$ 7 mil.
- Caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e envolve suspeitas de peculato, furto e fraude eletrônica.
Um atendente de necrotério, de 36 anos, foi preso suspeito de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil para a própria conta bancária em Santos, no litoral de São Paulo. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
A vítima faleceu na madrugada do dia 15 de maio, após sofrer um acidente de motocicleta na Avenida Mário Covas, em Santos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motociclista perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação pública.
Após o acidente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
Viúva descobriu transferência ao encerrar conta bancária
A suspeita surgiu quando a esposa da vítima tentou encerrar a conta bancária do marido no dia 24 de maio. Durante o procedimento, ela identificou uma transferência de R$ 7 mil realizada em um horário posterior à morte do motociclista.
Ao pesquisar o nome do destinatário da quantia, a mulher descobriu que o beneficiário era um funcionário do IML de Santos. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela viúva, o corpo do motociclista chegou ao IML por volta das 3h26 do dia do acidente.
Um comprovante obtido pela imprensa indica que a transferência bancária foi realizada às 6h49, quando a vítima já havia falecido. Diante da situação, a mulher procurou a polícia para denunciar o caso.
Celular foi entregue danificado à família
Segundo relato da viúva, familiares obtiveram informações sobre a vítima no IML por volta das 9h. O reconhecimento oficial do corpo ocorreu somente às 11h, momento em que o celular do motociclista foi devolvido à família. A mulher afirmou que o aparelho apresentava sinais de danos e aparentava estar quebrado.
Ausência de mensagens levantou suspeitas
Após conseguir acessar o celular, a viúva constatou que não havia mais registros de mensagens e arquivos de mídia no aplicativo WhatsApp. Ela também observou que a última atividade registrada no aplicativo ocorreu às 8h22 do dia da morte do marido. Segundo a mulher, a situação levantou dúvidas sobre quem teve acesso ao aparelho após o falecimento da vítima.
Corregedoria cumpriu mandado de prisão
A SSP-SP informou que a Corregedoria da Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o suspeito na última segunda-feira (8). O caso foi inicialmente registrado no 3º Distrito Policial de Santos e posteriormente encaminhado ao setor responsável pela investigação.
As apurações envolvem suspeitas dos crimes de:
- Peculato;
- Furto;
- Fraude eletrônica;
- Destruição de vestígios probatórios.
As investigações buscam esclarecer as circunstâncias da transferência e eventual utilização indevida do aparelho celular da vítima.
Polícia Técnico-Científica acompanha o caso
Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) informou que acompanha o andamento das investigações. O órgão ressaltou que não compactua com desvios de conduta de servidores e que adota medidas administrativas e disciplinares sempre que são identificadas irregularidades. O caso segue sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil.