- Operação Carbono Oculto tem nova fase com mandados em cinco estados.
- Investigação aponta continuidade do esquema criminoso de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis.
- Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e laranjas ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Movimentações financeiras de postos de combustíveis são concentradas em uma única conta bancária para dificultar fiscalizações.
O grupo de atuação e combate ao crime organizado, o Gaeco, e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (28), uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis.
Operação cumpre mandados em cinco estados
A ação, batizada de Operação Fluxo Oculto, cumpre cerca de 60 mandados de busca e apreensão nos estados de:
- São Paulo
- Paraná
- Rio de Janeiro
- Minas Gerais
- Mato Grosso do Sul
Investigação aponta continuidade do esquema criminoso
Segundo os investigadores, mesmo após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, a organização criminosa continuou atuando em esquemas de:
- Lavagem de dinheiro
- Adulteração de combustíveis
- Sonegação fiscal
Os principais alvos são empresários, operadores logísticos e laranjas apontados como integrantes da estrutura financeira do esquema.
Movimentação de dezenas de postos em conta única chamou atenção
De acordo com a investigação, o grupo passou a concentrar movimentações financeiras de dezenas de postos de combustíveis para tentar dificultar fiscalizações e investigações. Em um dos casos analisados, as operações de 56 postos eram realizadas por meio de uma única conta bancária.
Os investigadores também identificaram que os suspeitos migraram recursos entre diversas fintechs e criaram novas empresas para substituir companhias que já haviam sido expostas em operações anteriores.
Como o PCC aparece no esquema
O PCC aparece na investigação como beneficiário indireto das movimentações fiinanceiras, integrante do mesmo ecossistema financeiro ilegal, usuário das mesmas fintechs para lavagem, ocultação de recursos e circulação de dinheiro ilegal. Isso é o que o MP chama de: “convergência criminal” (compartilhamento de estrutura entre grupos).
- Instituições usadas pelo grupo também atendem PCC: SISPAY / VPAY: têm histórico de fraudes e vínculos com PCC)
- Empresas do esquema movimentam dinheiro ligado ao PCC: fluxos financeiros identificados entre fintechs, empresas do grupo e estruturas associadas ao PCC
- Conexão direta por pessoas: Ricardo Romano, apontado como ligado ao PCC dentro da estrutura financeira.