- A adolescente Maria Isis Dama França, de 13 anos, morreu um mês após ser levada para um abrigo em Buriticupu, no Maranhão.
- A mãe, Larissa Saminês Damas, nega maus-tratos e afirma que a filha caiu no banheiro do abrigo e perdeu os movimentos do corpo.
- Larissa alega que foi ameaçada por um policial durante a retirada dos menores e que quer ter os filhos e irmãos de volta.
- O Conselho Tutelar afirma que a medida foi tomada por ordem judicial e que todos os procedimentos foram seguidos corretamente.
- A causa da morte de Maria Isis ainda não foi esclarecida, e exames periciais foram realizados em Imperatriz.
A adolescente Maria Isis Dama França, de 13 anos, morreu cerca de um mês após ser levada para um abrigo administrado pelo município de Buriticupu, no Maranhão. O caso é investigado pela Polícia Civil e a causa da morte ainda não foi esclarecida.
O RELATO DA MÃE
O Conselho Tutelar retirou Maria Isis do imóvel onde morava com a mãe por uma denúncia de maus-tratos feita por vizinhos. Larissa Saminês Damas, de 27 anos, nega as acusações.
Larissa cuidava dos filhos e dos irmãos desde 2025 quando sua mãe morreu sendo seis crianças e adolescentes: um rapaz de 17 anos, com deficiência visual; uma adolescente de 14 anos; uma adolescente de 13 anos; um menino de 5 anos; e dois bebês, de 1 ano e 6 meses e de 2 anos. Na casa, também mora uma idosa com mais de 80 anos
ALEGA AMEAÇA
Larissa afirmou que foi ameaçada por um dos policiais com uma arma que foi até o local acompanhando a equipe do Conselho Tutelar.
Um dos policiais me ameaçou porque ele pegou a criança da minha mão, que estava amamentando. Como mãe, eu fui pra cima dele para tomar o meu bebê, porque estava chorando, e ele falou para mim que, se eu não saísse de perto dele, ia resolver a situação de outra forma e já foi pegando a arma, disse.
QUEDA NO BANHEIRO
Os menores de idade foram levados ao abrigo do município. Larissa conta que Maria morreu um mês após ser levada para a unidade. Os irmãos da adolescente, um menino de 5 anos e o bebê de 1 ano e 6 meses também foram encaminhados ao local.
Em seu relato, Larissa conta que a filha teria levado uma queda no banheiro do abrigo.
Eu fui visitar as crianças e, quando eu cheguei lá, a minha filha não estava. Eu pedi para ir para o hospital querendo ver minha filha, contou.
Segundo Larissa, ao chegar ao hospital, Maria Isis disse que havia caído no banheiro e batido a cabeça. A mãe afirma ainda que a filha havia perdido os movimentos do corpo.
MORTE POR VERMINOSE
Ainda de acordo com a mãe, haviam alegado que a morte teria sido causada por verminose. Ela deu entrada em um processo na Justiça para tentar ter os irmãos e os filhos de volta. Ela afirma que quer, principalmente, ter o bebê de volta.
“Eu só quero justiça e quero minhas crianças novamente.”
POSICIONAMENTO DO CONSELHO
O Conselho Tutelar de Buriticupu se manifestou através de uma nota afirmando que as crianças foram levadas devido a violações de direitos como agressões físicas e situações de negligência. Segundo o conselho, a medida foi adotada mediante ordem judicial.
O órgão nega qualquer omissão ou negligência da equipe e afirma que todos os procedimentos de cuidado e serviço foram prestados.
O Conselho Tutelar informou também que houve internação hospitalar, emissão de atestado de óbito e remoção do corpo para Imperatriz, onde foram realizados os exames periciais necessários.