- PM do Bope morreu em tiroteio com policiais do 18º BPM na Gardênia Azul, Rio de Janeiro.
- Cinco agentes ficaram feridos e foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.
- Confronto ocorreu por confusão em razão da escuridão e movimentação de viaturas.
- Agente morto era irmão de sargento que morreu em operação no Complexo da Penha.
- Investigação apura circunstâncias do tiroteio e condições da região envolvida.
Um policial militar do Batalhão de Operações Especiais (Bope) morreu e outros cinco agentes ficaram feridos durante um tiroteio entre equipes da própria Polícia Militar na manhã deste domingo (11), na Gardênia Azul, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O subtenente Glaucio Marcelo Fonseca da Silva chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Militar, os agentes do Bope realizavam uma abordagem a um carro quando policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Jacarepaguá, chegaram à região. Por causa da escuridão no local, os integrantes do batalhão teriam confundido a movimentação com a presença de criminosos e efetuado disparos.
A ocorrência aconteceu na Rua Guilherme Moreira, nas proximidades do Beco do Saci. De acordo com informações da polícia, os agentes do 18º BPM haviam recebido denúncias sobre homens armados na região. As circunstâncias do confronto serão investigadas.
Cinco policiais ficaram feridos
Os cinco policiais feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Quatro deles são integrantes do Bope e o outro pertence ao 18º BPM.
Conforme informações divulgadas pela direção do hospital, dois agentes receberam alta médica, enquanto outros dois passaram por cirurgia e apresentavam quadro de saúde estável. As informações iniciais não detalharam a evolução clínica do quinto policial ferido.
Imagens registradas após o confronto mostram marcas de tiros em uma viatura do 18º BPM, além de cápsulas de munição e manchas de sangue no chão. Uma perícia era realizada no local por volta das 10h, e a rua permanecia fechada durante a manhã.
Policial morto era irmão de sargento morto em operação
Glaucio Marcelo Fonseca da Silva tinha 54 anos e dedicou quase 26 anos à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, do Bope, morto durante uma operação no Complexo da Penha em outubro de 2025.
Em nota de pesar assinada pelo comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, a unidade destacou a trajetória profissional do subtenente.
“Aos 54 anos de idade, o policial militar dedicou grande parte de sua vida à missão de servir e proteger. Em dezembro deste ano, completaria 26 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, uma trajetória marcada pelo compromisso com a farda e com a missão policial”, afirma o comunicado.
A nota também manifestou solidariedade aos familiares e amigos do agente. Glaucio deixa três filhos: duas filhas, de 30 e 19 anos, e um menino de 7 anos.
Caso é investigado
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), investigam as circunstâncias do tiroteio.
Testemunhas relataram que os policiais das duas unidades não teriam se reconhecido durante o patrulhamento. Viaturas descaracterizadas também eram utilizadas na região, segundo as informações iniciais.
O Centro de Operações Rio (COR) informou que duas faixas da Avenida Ayrton Senna foram interditadas por volta das 6h30, na altura do Espaço Hall, no sentido Linha Amarela, em razão da ocorrência.
Moradores também reclamaram das condições do asfalto e da iluminação da Rua Guilherme Moreira. Segundo relatos, o trecho fica escuro durante a noite e é considerado perigoso por quem vive na região.