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Empresa envolvida na morte de jovem em rope jump não tinha autorização para realizar saltos

Secretaria de Patrimônio da União confirmou que atividades esportivas eram irregulares no local; jovem de 21 anos morreu após queda de 40 metros durante prática de rope jump

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  • Autorização para saltos de rope jump não foi concedida à empresa Entre Cordas.
  • Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, é patrimônio da União e não autoriza atividades esportivas.
  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair sem estar presa à corda durante salto de rope jump.
  • Três funcionários da empresa foram presos e estão em prisão preventiva por negligência.
Jovem foi lançada sem corda em salto de rope jumping em Limeira, no interior de SP Imagem | Foto: Reprodução/Redes sociais
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A empresa Entre Cordas, responsável pela realização de saltos de rope jump e envolvida na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, não possuía autorização para promover atividades esportivas na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), após o acidente ocorrido no último sábado (13), quando a jovem morreu ao ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada ao equipamento de segurança.

Área não estava autorizada para atividades esportivas

De acordo com a SPU, a ponte integra um trecho que nunca foi implantado da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) e passou a fazer parte oficialmente do patrimônio da União em 2026. O órgão destacou que nenhuma empresa recebeu autorização para utilizar o local na realização de esportes radicais ou atividades semelhantes.

Em nota, a secretaria informou que já vinha tentando restringir o acesso à estrutura há alguns anos. Segundo o órgão, desde 2024 foram realizados pedidos de apoio às prefeituras da região para impedir a circulação de pessoas na ponte. Em determinado período, o acesso chegou a ser bloqueado, mas posteriormente a reabertura passou a ser defendida por empresários locais durante debates na Câmara Municipal de Limeira.

A pasta ressaltou ainda que considera necessária a união de esforços entre órgãos públicos para impedir a entrada de pessoas na estrutura e evitar a continuidade de atividades consideradas ilegais.

Jovem caiu sem estar presa à corda

Segundo as investigações, Maria Eduarda contratou a empresa para realizar um salto de rope jump, modalidade em que o participante é preso por cordas elásticas antes de ser lançado de grandes alturas. No entanto, durante a execução da atividade, a jovem foi arremessada sem estar conectada ao sistema de segurança.

Imagens registradas no local mostram o momento em que a participante é lançada da ponte. Logo após a queda, pessoas presentes perceberam que ela não estava presa à corda e passaram a gritar ao notar o erro na operação.

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Tentativas de socorro não evitaram a morte

Após o acidente, testemunhas iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços, a jovem morreu ainda no local em decorrência de múltiplos traumatismos causados pela queda.

Maria Eduarda foi velada no domingo (14), no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo. O caso gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre a segurança das atividades promovidas pela empresa.

Funcionários seguem presos

Após a morte da jovem, três funcionários da empresa foram presos. A Justiça de São Paulo converteu as detenções em prisões preventivas. Na decisão, o Judiciário apontou indícios de negligência por parte dos responsáveis pela operação que resultou na morte da participante.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que apuram as circunstâncias do acidente e as responsabilidades dos envolvidos na realização da atividade.

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