O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Federal (PF) deflagram a Operação Bazaar que mira a atuação de um grupo criminoso em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em departamentos da Polícia Civil de São Paulo.
Entre os alvos da operação estão os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, investigados na Operação Lava Jato, que são apontados como operadores do grupo criminoso.
São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, inclusive em unidades policiais, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas da prisão, direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
Conforme a decisão judicial, as investigações apontam para um "elevado grau de prática de corrupção sistêmica" de policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania) e do 16° DP (Vila Clementino).
A PF constatou o funcionamento de "amplo e estruturado esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro". O grupo criminoso era composto por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com extenso histórico de prática de atos de lavagem de capitais.
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA?
De acordo com o MPSP, o grupo criminoso atuava de forma coordenada para garantir a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes.
Eles realizavam pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual. Também são suspeitos de manipular investigações e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades.