- Defesa do policial apresenta mensagens e áudios da esposa, que teria passado por dificuldades emocionais e considerado suicídio.
- Larissa foi encontrada morta em sua residência, em Embu das Artes, no domingo, e o marido foi preso durante o velório.
- Advogado afirma que conteúdo pode ajudar a esclarecer circunstâncias da morte e que ela usava medicamentos emocionais.
- Familiares questionam versão da defesa e dúvidas sobre circunstâncias do caso, que permanece em investigação.
- Polícia Civil analisa exames periciais e depoimentos para esclarecer as causas da morte da técnica em radiologia.
A defesa do soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva apresentou à Polícia Civil mensagens e áudios atribuídos à esposa dele, Larissa da Cruz Morata, enviados antes da morte da mulher.
Segundo o advogado do policial, o conteúdo das conversas indicaria que Larissa passava por um período de dificuldades emocionais e teria atentado contra a própia vida . O material foi apresentado como parte dos elementos que, na avaliação da defesa, podem ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Larissa, que trabalhava como técnica em radiologia, foi encontrada sem vida no domingo (6), dentro da residência onde morava com o marido, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Vinicius foi preso na segunda-feira (7), durante o velório da esposa. O policial foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes. A prisão foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (8).
Defesa apresenta mensagens
De acordo com o advogado, as mensagens teriam sido encaminhadas por Larissa à irmã de Vinicius. Nas conversas, ela teria relatado dificuldades pessoais e no relacionamento.
“Quero morrer, man. Sério, tô tão saturada. Cansada de tentar fazer o meu melhor”, teria dito Larissa em conversa por meio de um aplicativo de mensagens. “Porque véi, é foda gostar tanto de alguém a ponto de não conseguir ver a vida sem a pessoa por conta da cegueira e por querer que o filho cresça com os pais juntos”, teria afirmado ainda.
“Enfim, se você conversar com ele e ele… Você pega e fala pra ele o que você disse pra mim: que, se ele não tá feliz, é mais fácil ele terminar, entendeu? E eu vou aguentar a barra. Vou sofrer, né? Mas vou aguentar a barra. Porque eu não quero terminar, só queria que ele mudasse, mas ele não é capaz disso, então… Enfim, dá o conselho aí pra ele que você acha melhor. E eu me viro com o resto”.
A defesa considera que o conteúdo pode contribuir para a apuração das circunstâncias da morte. O advogado também informou às autoridades que Larissa fazia uso de medicamentos para tratar questões emocionais.
Os áudios não foram divulgados integralmente.
Investigação continua
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da morte e analisa diferentes possibilidades para esclarecer o caso.
Peritos realizaram exames no local e recolheram materiais que poderão passar por análises. Também foram solicitados exames para auxiliar na investigação.
A polícia deverá confrontar os resultados das perícias com os depoimentos e demais informações reunidas durante o inquérito.
Familiares questionam versão
Familiares de Larissa contestam a versão apresentada pela defesa e afirmam ter dúvidas sobre o que ocorreu.
A família também levantou questionamentos relacionados às circunstâncias encontradas no local. Essas informações deverão ser avaliadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Até o momento, o caso permanece em apuração. A Polícia Civil deverá reunir os resultados dos exames periciais e demais elementos antes de chegar a uma conclusão sobre as circunstâncias da morte.