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Criança de 9 anos sofreu acidente com mesma equipe que lançou jovem sem corda

Menino caiu em março após falha em freio de corda. Mesma equipe clandestina esteve envolvida na queda fatal de Maria Eduarda de Freitas

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  • Três meses antes da morte de jovem, acidente quase fatal envolveu criança de 9 anos em Ponte do Esqueleto.
  • Equipe de "rope jump" clandestino ignorou alertas após acidente de criança, levando a nova tragédia em junho.
  • Maria Eduarda, de 21 anos, foi lançada da ponte sem corda de segurança, resultando em morte após socorro.
  • Policia Civil indiciou quatro pessoas por homicídio com dolo eventual após conclusão do inquérito.
  • Investigação revelou tentativa de ocultação de provas em ambos os acidentes, com testemunhas relatarem ações suspeitas.
Criança de 9 anos sofreu acidente com mesma equipe 3 meses antes de queda fatal de jovem sem corda em SP | Foto: Reprodução
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Três meses antes de causarem a morte de uma jovem de 21 anos, os organizadores de um grupo de "rope jump" clandestino presenciaram outro acidente na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

Em março, uma falha no sistema de debreagem — o mecanismo de freio da corda — quase tirou a vida de um menino de nove anos. O episódio deveria ter servido de alerta sobre os riscos da atividade antes da tragédia que motivou a conclusão de um inquérito policial nesta semana, mantendo quatro pessoas presas.

Criança de 9 anos sofreu acidente com mesma equipe 3 meses antes de queda fatal de jovem sem corda em SP

 No rope jumping (pulo com corda, em inglês), o participante pula de locais altos, como pontes, viadutos e prédios, preso a um sistema de cordas que é projetado para interromper a queda de forma controlada.

O acidente anterior ocorreu pouco após o garoto de nove anos e uma menina de sete posarem para um vídeo com equipamentos do grupo "Entre Cordas". Luis Gustavo, que trabalhava na equipe e saltou ao mesmo tempo que o menino, relatou o momento da queda.

"O garoto foi correndo, eu já fui correndo atrás, ele pulou e eu pulei dando um mortal logo atrás. E aí, eu não ouvi o garotinho, tipo, gritar o 'uhu', que ele sempre gritava, a gente está feliz e tal, e eu comecei a ouvir algumas pessoas gritando o nome dele. E aí, quando eu olhei para o lado e ele estava no chão", diz Gustavo.

O pai do menino também trabalhava no grupo e acompanhou o salto. Ele prestou depoimento à polícia como testemunha.

Apesar do aviso, a atividade continuou no mesmo local e, em 13 de junho, outro acidente teve resultado trágico. Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, foi jogada da ponte sem a corda de proteção que garante a segurança.

Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos provocados pela queda. Um vídeo gravado pelo celular da própria vítima confirmou que ela foi lançada sem o equipamento preso ao corpo.

Ocultação de provas e indiciamento

Com o encerramento do inquérito nesta semana, a Polícia Civil indiciou quatro pessoas por homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de matar: Evelyne dos Santos, apontada como chefe da equipe, além de Vitor de Freitas, Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff, que aparecem nas imagens arremessando a jovem da estrutura. Duas pessoas que haviam sido detidas inicialmente tiveram as prisões revogadas e foram soltas.

A investigação também apontou um padrão de tentativa de ocultação de provas nos dois casos. Pelo menos três testemunhas disseram ter visto uma pessoa retirar a câmera que estava com Maria Eduarda logo após a queda.

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