- Fernando Haddad critica gestão de Tarcísio por falta de marcas importantes em segurança, educação e infraestrutura.
- Haddad escolhe Márcio França como vice por experiência em gestão estadual e conhecimento dos territórios.
- Ex-ministro destaca importância de parceria federativa e sinergias para melhorar desempenho do Estado.
- Haddad analisa candidaturas de Marina Silva e Simone Tebet como fortalecimento do palanque no Estado.
- Desistência de Paulo Serra e Kim Kataguiri deixa eleição em São Paulo com apenas dois candidatos.
Fernando Haddad, ex-ministro e pré-candidato ao governo de SP, pelo PT, fez críticas à gestão do governador Tarcísio ao anunciar Márcio França como seu vice na chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes em outubro. Para a TV Meio Norte e a Coluna do Padula, Haddad disse que a atual gestão não deixa marcas importantes, ao fazer uma análise dos números de pesquisas.
“Olha, eu acho que nós temos toda a condição de melhorar o nosso desempenho no Estado, à luz dos resultados do governo estadual. Não tem marcas importantes, não tem resultados importantes, nem na segurança, nem na educação, nem na infraestrutura. São Paulo está deixando a desejar, está ficando um pouquinho para trás, é que São Paulo é muito forte. Então, vai ficando para trás, às vezes, você nem nota muito, porque a riqueza de São Paulo é grande, mas o fato é que nós estamos andando de ré e nós vamos reverter isso. Nós vamos fazer parceria federativa, vamos somar forças. Não podemos deixar governador, prefeito, presidente, tem que interagir o tempo todo, buscando sinergias. Então, vejo um grande espaço para a gente crescer, com uma crítica consistente, sóbria, com base em dados, fazendo uma campanha de alto nível, que é o que nós pretendemos”, disse em entrevista.
Para o ex-ministro ter França como seu vice, é reforçar a atuação em São Paulo, já que, segundo ele, ambos conhecem bem os territórios e mapeamento do estado.
“O Márcio é uma pessoa de grande experiência. Não só ele foi governador do Estado, vice-governador, mas foi secretário do Alckmin. Tocou duas pastas importantes na gestão do Alckmin. E também foi, depois, ministro da Micro e Pequena Empresa e ministro de Portos e Aeroportos. Ou seja, ele tem uma relação com temas que são diretamente relacionados ao desenvolvimento do Estado. Eu fui prefeito de São Paulo, que é um quarto da população do Estado que eu governei, e além disso, ministro da Fazenda. Então, nós temos uma radiografia já pronta do que nós podemos fazer para dinamizar tanto a economia, quanto a cultura, quanto o turismo, quanto o agronegócio. Nós temos esse mapeamento”, destacou.
VEJA A FALA DO EX-MINISTRO:
TEBET E MARINA FICAM NO SENADO E ANÁLISE DE LULA EM SP
Questionado pela TV Meio Norte e a Coluna do Padula, Haddad fez uma análise das candidaturas das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet para o Senado, bem como analisou a situação do Presidente Lula no estado paulista. Para o professor, ter as duas na chapa é abrir vantagem e aumentar o palanque no maior estado da federação.
“Nós temos uma chapa que dialoga com essa diversidade. São Paulo certamente foi um Estado que não deu a vitória para o Lula, mas representou parte da vitória. Nós tomamos um palanque até menor do que o atual, agora nós ampliamos, com o PDT e com a Simone Tebet, nós ampliamos o nosso palanque, mas já com um palanque importante de 22, nós conseguimos reduzir a vantagem do bolsonarismo aqui de 8 para 2 milhões de votos. E se você lembrar que se você tirar 6 milhões de votos em uma eleição que teve 2 milhões de vantagem, ela teve um peso significativo na vitória. E nós vamos trabalhar duro para ganhar o Estado e para manter o Brasil no rumo certo”, complementou.
DESISTÊNCIAS E POSSIBILIDADE DE VITÓRIA NO PRIMEIRO TURNO
Na última semana, o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSBD) e o Deputado Federal, Kim Kataguiri (Missão), desistiram de disputar o Palácio dos Bandeirantes, deixando o cenário atual apenas com Haddad (PT) e Tarcísio (Republicanos). O ex-ministro ainda foi questionado se acredita na possibilidade de ter mais uma candidatura em São Paulo e a visão sobre a possibilidade de pela primeira vez na história, uma eleição para governador ser decidida no primeiro turno.
“Não sei, eu não saberia dizer. Se tiver dois candidatos, será, não tem nem razão de ter segundo turno com dois candidatos”, finalizou Haddad.