Um homem de 46 anos morreu após ser baleado na cabeça ao tentar impedir um assalto na manhã deste domingo (19), no bairro de Moema, na Zona Sul da capital paulista. A vítima, que ainda não teve a identidade divulgada, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o crime aconteceu quando um suspeito em uma motocicleta abordou um casal na rua e anunciou o assalto, exigindo a entrega de objetos pessoais. O homem que passava pelo local tentou intervir em defesa das vítimas, momento em que o criminoso efetuou um disparo, atingindo-o na cabeça.
A ocorrência foi registrada nas proximidades da Avenida Juriti, perto da Avenida Ibirapuera, uma das principais vias da região, e também da estação Moema da Linha 5-Lilás do metrô. A área é considerada uma das mais valorizadas da cidade.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. O suspeito, que utilizava uma motocicleta e carregava uma mochila de entregador, se aproximou do casal, anunciou o assalto e exigiu celulares e alianças. Poucos segundos depois, a vítima aparece tentando intervir e acaba sendo baleada. Após o disparo, o criminoso fugiu. VEJA O MOMENTO DA AÇÃO:
Testemunhas relataram ter ouvido o tiro e, em seguida, a chegada de equipes de resgate e viaturas policiais. O homem foi socorrido em estado grave ao Hospital São Paulo, mas não resistiu.
A Polícia Civil informou que o local foi preservado para perícia e que imagens de monitoramento estão sendo analisadas para identificar o autor, que segue foragido. Durante a ocorrência, foram apreendidos documentos e cartões da vítima.
O criminoso utilizava uma mochila da empresa Keeta. Em nota, a companhia afirmou que repudia o uso indevido de sua marca por criminosos e destacou que seus entregadores passam por processos rigorosos de cadastro, incluindo verificação de documentos, reconhecimento facial e identificação das bags, que são numeradas e vinculadas a cada parceiro. A empresa também lamentou o ocorrido e informou que está colaborando com as autoridades nas investigações. Leia a nota na íntegra:
"A Keeta repudia criminosos que se passam por entregadores para cometer delitos. Trata-se de um ato grave, que não apenas faz vítimas, como também mancha a reputação de milhares de trabalhadores independentes que garantem os seus ganhos por meio das plataformas. A empresa ressalta que todos os entregadores parceiros que atuam em sua plataforma passam por processo formal e rigoroso de cadastramento, o que inclui fotos, documentos pessoais e outros dados comprobatórios. Como parte das verificações de segurança, o entregador parceiro também precisa fazer reconhecimento facial. Além disso, as bags oficiais da empresa são numeradas e conectadas ao número de cadastro. A Keeta lamenta muito o ocorrido no dia de hoje, acompanha o caso com atenção e preocupação, e reafirma seu compromisso em colaborar plenamente com as autoridades competentes no que seja necessário."