Um homem foi morto e outro ficou gravemente ferido na madrugada de 2 de março, após serem atacados por um grupo de agressores no Jardim Santa Inês I, na zona norte da capital paulista. O caso é investigado como homicídio e tentativa de homicídio pela Polícia Civil.
A vítima fatal foi identificada como Daniel Moura de Sousa. O corpo dele foi encontrado por familiares em uma área de mata, atrás de um muro, a cerca de 20 metros da Rua Dr. Domingos de Macedo Custódio. No local, policiais militares constataram manchas de sangue em um muro branco e garrafas de vidro quebradas espalhadas pelo chão.
Outras duas pessoas estavam com Daniel: Michael Silva de Lima, que sobreviveu, e Eduardo, conhecido como “Dudu”, que permanece desaparecido. Michael foi encontrado ferido na madrugada pela Força Tática e levado ao hospital, onde permanece em recuperação.
Segundo investigações da Delegacia de Homicídios, Daniel, Michael e Eduardo estariam, em conluio com um homem identificado como Heberson, planejando subtrair fios de cobre de uma empresa na zona leste de São José dos Campos, onde Heberson trabalhava.
A polícia apurou que, após saírem de um churrasco comemorativo ao aniversário da esposa de Daniel, o trio foi ao local planejado e estacionou próximo a um caminhão com carga de cerveja. O proprietário do veículo desconfiou da ação e iniciou uma discussão. Durante o conflito, Daniel sacou uma arma e efetuou um disparo contra o portão da casa do dono do caminhão.
Segundo relatos, a confusão evoluiu para agressões físicas, e Daniel foi atacado por diversas pessoas, sendo encontrado morto no dia seguinte. Michael e Eduardo também foram agredidos e conseguiram fugir. A arma utilizada por Daniel ainda não foi localizada. VEJA O MOMENTO DO ATAQUE:
Agressores identificados
A investigação identificou cinco agressores, que confessaram a participação nas agressões, mas afirmaram que não tinham intenção de matar. Ainda não se sabe se o ataque foi motivado apenas pelo conflito no local ou se envolveu outros fatores relacionados à área próxima a pontos de tráfico de drogas, segundo apurado inicialmente.
Relato de sobrevivente
Michael, em depoimento à polícia, disse que foi surpreendido por agressores enquanto tentava urinar em uma área próxima ao mato. Ele recebeu socos, chutes e foi atingido na cabeça com uma garrafa quebrada. Durante a fuga, sofreu cortes profundos nas pernas ao pular muros e grades, até ser encontrado pela polícia na Via Dutra.
Ele afirmou não reconhecer nenhum dos agressores devido à escuridão e à violência da ação, e desconhece se Daniel ou Eduardo tinham outros conflitos. A companheira de Daniel reforçou que ele não tinha inimigos conhecidos e que, possivelmente, o grupo “foi para o lugar errado na hora errada”.
Investigação em andamento
A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, imagens de câmeras de segurança e outras provas para esclarecer o caso. O paradeiro de Eduardo ainda é desconhecido, e a arma usada por Daniel ainda não foi encontrada. A investigação pretende determinar se a morte foi consequência direta do conflito ou de um ataque premeditado.