Dois suspeitos foram presos na manhã desta sexta-feira (17) durante uma operação da Polícia Civil que mira uma quadrilha especializada no furto de medicamentos de alto custo no estado de São Paulo. A ação, que ainda está em andamento, evidencia a atuação estruturada de grupos criminosos em um mercado ilegal que impacta diretamente o acesso da população a tratamentos essenciais.
As prisões ocorreram em uma chácara localizada em Guarulhos, na Região Metropolitana. Os detidos são irmãos e foram localizados após trabalho de inteligência que apontou o paradeiro de um dos investigados. Ambos foram encaminhados ao 1º Distrito Policial da cidade, enquanto outros integrantes da organização seguem sendo procurados.
A operação cumpre seis mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em endereços no Centro e na zona leste da capital paulista. Ao todo, cerca de 50 policiais participam da ofensiva, coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapeva, com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Garra/Dope).
As investigações tiveram início após dois furtos registrados em farmácias de Itapeva, no interior paulista, em setembro do ano passado. A partir da análise de imagens de segurança e do monitoramento dos suspeitos, os investigadores conseguiram identificar os primeiros envolvidos e, na sequência, mapear uma rede criminosa mais ampla. Parte dos alvos já era procurada pela Justiça pelo mesmo tipo de crime.
O caso chama atenção pelo tipo de produto furtado: medicamentos de alto custo, frequentemente utilizados em tratamentos contínuos e, em muitos casos, de difícil acesso. Além do prejuízo financeiro, esse tipo de crime pode comprometer o abastecimento e colocar em risco pacientes que dependem desses remédios.
Segundo a Polícia Civil, os itens apreendidos durante a operação serão encaminhados à DIG de Itapeva, onde passarão por perícia. As investigações continuam para identificar toda a cadeia envolvida — desde os responsáveis pelos furtos até possíveis receptadores e distribuidores.
A ofensiva reforça o alerta das autoridades sobre a crescente atuação de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime, que tem como alvo um dos setores mais sensíveis: o da saúde pública.