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Lucas Padula

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Pai é preso por torturar e acorrentar criança em SP; Menino de 11 anos morreu

O pai da criança admitiu à polícia que mantinha o filho acorrentado dentro de casa

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  • Criança de 11 anos morre após ser encontrada com sinais de maus-tratos em residência no Itaim Paulista.
  • Pai do menino, Chris Douglas, é preso em flagrante por tortura com resultado morte.
  • Equipes do Samu constataram que o menino apresentava hematomas e sinais de maus-tratos no corpo.
  • A Polícia Civil registrou indícios de sofrimento físico e mental imposto ao menino e pediu a conversão da prisão em flagrante para preventiva.
O homem disse que mantinha a criança acorrentada por medo dela fugir. | Foto: Reprodução

Uma criança de 11 anos morreu na noite deste domingo (11) após ser encontrada em situação de maus-tratos dentro de uma residência no Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. O pai do menino, identificado como Chris Douglas, foi preso em flagrante por tortura com resultado morte.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 50º Distrito Policial, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência envolvendo a morte de uma criança em uma casa na Rua Engenheiro Álvaro Cunha, no bairro Cidade Kemel. No local, equipes do Samu constataram que o menino, identificado como Kratos Douglas, já estava sem vida dentro do quarto, caído ao lado da cama.

A médica responsável pelo atendimento relatou à polícia que a vítima apresentava diversos sinais de maus-tratos, incluindo hematomas nos braços, mãos e pernas, além de roxeamento nas extremidades e espuma na boca.

Segundo o registro policial, o pai da criança admitiu que mantinha o filho acorrentado ao pé da cama para impedir que ele fugisse de casa, mas negou agressões físicas e tortura. A avó paterna e a madrasta do menino também estavam na residência e confirmaram que sabiam que a criança era mantida presa por correntes dentro do imóvel.

Ainda conforme o boletim, a madrasta afirmou que o menino frequentemente era preso com correntes colocadas pelo pai ou pela avó. Ela contou que a vítima apresentava ferimentos nas pernas causados pelo uso das correntes e que, no dia da morte, estava “molinha” e sem reação. A família chegou a acionar o Samu e o Corpo de Bombeiros, mas a criança já estava morta quando o socorro chegou.

A avó também confirmou aos investigadores que o garoto era amarrado ao pé da cama porque costumava fugir de casa. Ela relatou ainda que a criança estava muito magra após passar dias fora de casa recentemente.

Durante a perícia, policiais apreenderam a corrente utilizada para prender a vítima, além de celulares, computadores, notebooks, tablet e cartões de memória encontrados no imóvel. Os equipamentos serão analisados pela perícia técnica para auxiliar nas investigações.

No despacho, a Polícia Civil afirmou que há indícios concretos de sofrimento físico e mental imposto ao menino e destacou a “extrema gravidade” da conduta. O delegado ratificou a prisão em flagrante do pai e pediu a conversão para prisão preventiva. 

O caso foi registrado como tortura qualificada pelo resultado morte e segue sob investigação.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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