A Justiça de São Paulo decidiu manter preso o motorista acusado de provocar o acidente que matou duas crianças, reforçando o entendimento de que a gravidade do caso e o risco à sociedade justificam a prisão preventiva. A decisão foi tomada após audiência de custódia, na qual foram analisadas as circunstâncias do crime e o comportamento do condutor.
Segundo as investigações, o homem dirigia sob efeito de álcool no momento do acidente. Ele teria perdido o controle do veículo e atingido as vítimas, causando um impacto violento que resultou nas mortes ainda no local. O caso gerou forte comoção e revolta.
Durante o depoimento, o motorista admitiu que havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Em sua fala, ele afirmou que não imaginava que a situação terminaria em tragédia e demonstrou arrependimento pelo ocorrido. A declaração, no entanto, não foi suficiente para evitar a manutenção da prisão.
A Justiça considerou que a conduta do acusado demonstra extrema imprudência e destacou que dirigir alcoolizado representa risco direto à vida de outras pessoas. Por isso, entendeu que a liberdade do motorista poderia representar perigo, além de comprometer o andamento do processo.
Com a decisão, o acusado permanecerá preso enquanto o caso segue em investigação. Ele poderá responder por crimes graves, incluindo homicídio, com agravantes relacionados ao estado de embriaguez ao volante.