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Lucas Padula

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MC KEVIN: Mortes de funcionários de produtora tem relação com postagem feita pela empresa? Entenda

A polícia encontrou quatro corpos em um terreno próximo a uma comunidade. As investigações tentam apurar o que teria acontecido

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  • A polícia encontrou um cemitério clandestino em Heliópolis, zona sul de São Paulo.
  • Quatro corpos foram encontrados, incluindo dois funcionários da produtora Damassaclan.
  • A produtora fez uma postagem sugerindo que a morte do funkeiro MC Kevin esteve relacionada às vítimas.
  • A Polícia Civil investiga se os desaparecimentos estão relacionados e qual foi a dinâmica dos assassinatos.
Postagem chamou a atenção das investigações. | Foto: Reprodução

Uma polêmica está de volta nos holofotes da imprensa, sociedade e automaticamente entra no radar das investigações paulistas. Nesta semana, a polícia encontrou um cemitério clandestino em uma área de mata localizada em um terreno da Sabesp, na região de Heliópolis, zona sul de São Paulo. Ao menos, quatro corpos foram encontrados enterrados em diferentes pontos do local, e o caso é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Segundo as investigações, os corpos seriam de quatro funcionários de uma produtora de música que estavam desaparecidos. Até esta sexta-feira, dois dos quatro corpos foram identificados como Francisco Rubens Sousa Cruz, de 46 anos, que seria motorista da produtora, e Jonas Barros de Oliveira, conhecido como 'Gigante', de 25 anos, ele seria um recém contratado cantor da empresa Damassaclan.

Os corpos foram identificados como sendo de Jonas Barros de Oliveira, conhecido como 'Gigante' (à esq.), e Francisco Rubens Sousa Cruz.  

Pois bem, durante as investigações, a produtora fez uma postagem, informando que “haviam matado” um de seus colaboradores identificado como Werlen Moitinho Vieira e neste mesmo post, foi sugerido que uma possível relação com a morte do funkeiro MC Kevin, ocorrida em 2021. 

"Nosso funcionário Werlen foi assassinado neste final de semana cruelmente enforcado e com um tiro na cabeça! Descobrimos quem matou Kevin, agora começaram a matar a gente!", diz o texto.

Werlen continua desaparecido. Familiares afirmaram ter reconhecido as roupas encontradas em um dos corpos localizados no cemitério clandestino, mas a confirmação da identidade ainda depende dos exames periciais. Já a publicação feita pela produtora foi apagada pouco depois de ir ao ar e passou a ser analisada pelo DHPP, que investiga se o conteúdo pode ajudar a esclarecer a motivação das mortes. 

Postagem feita pela produtora e retirada do ar momentos depois. Foto: Reprodução!

Apesar da mensagem, a Polícia Civil não confirmou qualquer ligação entre os desaparecimentos e a morte de MC Kevin. O cantor morreu em maio de 2021 após cair da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Na época, a investigação concluiu que a morte foi acidental e descartou a participação de terceiros.

REPERCUSSÃO 

Após os desaparecimentos, a postagem e com a inclusão nas investigações, o caso teve uma grande repercussão e revela briga entre produtoras de músicas. 

As investigações apontam ainda que MC GG teria recebido ameaças de morte após recusar um contrato com outra produtora de funk. A suspeita é de que ele tenha sido vítima de um “tribunal do crime”, hipótese que está sendo analisada pelos investigadores. Há também indícios de possível participação do crime organizado nas execuções.

Nossa equipe tenta contato com a produtora Damassaclan para pronunciamento, mas até o momento não tivemos resposta. O espaço segue aberto. Também tentamos contato com a SSP, mas também não tivemos um posicionamento. 

MC Kevin morreu após cair de uma varanda de um hotel no RJ, em 2021. Foto: Reprodução

RELEMBRE O CASO

As investigações sobre os corpos encontrados em um cemitério clandestino em Heliópolis apontam que as vítimas podem ter sido atraídas antes de desaparecer. Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, o motorista Francisco Rubens Souza Cruz foi visto pela última vez na tarde de sexta-feira (22), quando teria sido chamado para “trocar uma ideia” com um homem que estava em um carro preto. Após o encontro, ele não foi mais visto.

Durante as buscas por Francisco, amigos e familiares descobriram que Werlen Moitinho Vieira, considerado um dos melhores amigos do motorista, também havia desaparecido. De acordo com relatos, Werlen deixou de responder mensagens e não manteve mais contato com pessoas próximas desde o dia anterior.

Outra testemunha informou ainda o desaparecimento de Jonas Barros de Oliveira, conhecido como MC GG, amigo de Francisco e Werlen. Conforme apuração das investigações, o funkeiro teria recebido ameaças de morte após recusar uma proposta para assinar contrato com outra produtora. A suspeita é que ele tenha sido vítima de um chamado “tribunal do crime”.

A Polícia Civil trabalha para esclarecer se os desaparecimentos estão relacionados e qual foi a dinâmica dos assassinatos. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também apura a possível participação do crime organizado nas execuções.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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