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Cinco adolescentes são apreendidos suspeitos de estupro coletivo em escola de PE

Casos envolvendo duas meninas de 14 anos teriam ocorrido em julho e agosto, segundo a defesa das vítimas

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  • Cinco adolescentes são suspeitos de envolvimento em dois casos de estupro coletivo contra duas adolescentes em uma escola no Cabo de Santo Agostinho.
  • Os crimes teriam ocorrido em julho e agosto, com o mais recente durante o intervalo das aulas em 3 de agosto.
  • A Prefeitura afastou os suspeitos da escola e acionou serviços de acolhimento e assistência social às vítimas e familiares.
  • O Ministério Público acompanha o caso desde 5 de agosto e investiga as ações necessárias para proteger as vítimas.
  • As vítimas relataram agressões, ameaças e mudanças de comportamento, com exames já realizados no Instituto de Medicina Legal.
Viatura da Polícia Civil de Pernambuco | Foto: Reprodução/PC-PE
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Cinco adolescentes foram apreendidos pela suspeita de envolvimento em dois casos de estupro coletivo contra duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Os crimes teriam ocorrido em julho e agosto deste ano.

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, os adolescentes são suspeitos de participação nos casos e foram encaminhados à Unidade de Atendimento Inicial (UNIAI), onde permanecem à disposição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O caso mais recente teria ocorrido durante o intervalo das aulas, em 3 de agosto. Após a adolescente relatar o episódio, uma segunda aluna contou à mãe que também teria sido vítima de estupro coletivo, em 4 de julho.

Suspeitos foram afastados da escola

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que acionou os serviços responsáveis pelo acolhimento e acompanhamento das adolescentes e de seus familiares, incluindo atendimento psicossocial e de assistência social.

Segundo a gestão municipal, os adolescentes suspeitos já haviam sido afastados da rede municipal de ensino.

Em nota, a prefeitura afirmou que "repudia de forma absoluta qualquer tipo de assédio, abuso ou violência" e que atuará com rigor e responsabilidade diante de situações que ameacem a integridade dos estudantes.

O MPPE informou que acompanha o caso desde 5 de agosto, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Cabo de Santo Agostinho. O órgão afirmou que adota as medidas necessárias para o andamento das investigações e para o acionamento da rede de proteção às vítimas.

Polícia foi acionada após denúncia

Segundo a Polícia Militar, o 18º Batalhão foi acionado na manhã de 5 de agosto para verificar uma denúncia de violência sexual dentro da unidade de ensino.

A direção da escola informou aos policiais que havia tomado conhecimento da denúncia envolvendo estudantes dois dias antes. Ainda segundo a PM, a gestão também relatou que outra aluna teria afirmado ter sido vítima de importunação sexual em outra ocasião.

A advogada Luanny Porto, que representa as vítimas, afirmou que cinco estudantes da mesma turma estariam envolvidos nos casos.

O que relatam as vítimas

Segundo a defesa, a primeira adolescente teria retornado à sala de aula após a merenda, no dia 3 de agosto, quando um grupo de estudantes teria apagado as luzes, derrubado a jovem e iniciado as agressões.

Ainda de acordo com a advogada, a adolescente teria sido ameaçada para não contar o que havia acontecido à família. Após retornar para casa, a jovem teria apresentado mudanças de comportamento.

"Passou o resto do dia muito calada e não dormiu direito", relatou a mãe, segundo a defesa.

A adolescente teria contado o caso à direção da escola. No dia seguinte, durante a aula, enviou uma mensagem à mãe, que foi até a unidade e tomou conhecimento da situação.

Segunda denúncia surgiu após primeiro relato

Depois que o primeiro caso veio à tona, uma segunda adolescente contou à mãe que também teria sido vítima de estupro coletivo, ocorrido em 4 de julho.

As duas famílias registraram boletins de ocorrência, e as adolescentes foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal (IML) para realização de exames.

Segundo a defesa, os cinco suspeitos estudavam na mesma turma das adolescentes, que teria cerca de 27 alunos. Uma das famílias já havia solicitado a transferência da filha para outra turma, mas, de acordo com a advogada, o pedido não teria sido atendido.

Luanny Porto afirmou ainda que os estudantes suspeitos foram suspensos. As famílias das vítimas, porém, teriam solicitado a transferência das adolescentes para outras turmas ou escolas por não se sentirem seguras com o retorno delas à unidade.

As informações sobre a dinâmica dos crimes e eventuais responsabilidades dos adolescentes ainda são investigadas pelas autoridades.

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