O chefe do setor no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, José Wilson de Oliveira, de 60 anos, foi morto após aplicar uma advertência a um funcionário suspeito de cometer o crime.
O suspeito de matar a tiros José Wilson, morto dentro de casa, é Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, que teria se recusado a assinar uma advertência. Como resultado, o suspeito foi suspenso por três dias de trabalho, o que teria motivado o crime.
Apenas algumas horas depois, Sinésio foi até a casa do chefe, chamou e atirou contra a vítima, segundo as investigações.
DEPOIMENTO DA ESPOSA DA VÍTIMA
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, a esposa de José Wilson relatou que ao ouvir o primeiro disparo correu até a garagem da casa. Ao chegar no local, encontrou o marido já no chão e o suspeito com a arma em mãos parado em frente ao portão.
Segundo a mulher, o suspeito ainda perguntou se a vítima queria levar outro tiro: "Tá bom só esse, ou você quer mais um?", disse Sinésio, segundo a esposa da vítima. Logo após, o homem atirou para o alto e escapou.
TEMPERAMENTO DIFÍCIL
De acordo com a chefe Administrativo e Financeiro do Saae, Valdeti Aparecida Oliveira Leite, não foi a primeira vez que o comportamento de Sinésio se tornou alvo de reclamações, já que ele era conhecido por ter uma personalidade difícil.
"O Sinésio é um operador de máquina muito bom, na cidade não se encontra outro igual, mas ele é explosivo. Se achasse que não tinha que fazer alguma coisa, ele não fazia. Portanto, nós temos outras advertências dele, notificação, reunião em ata, tudo para ver se melhorava. Ele é bom funcionário, mas com um gênio difícil, não aceita cobranças", concluiu.