- Homem de 22 anos preso por morte de menina de 4 anos em Porto Alegre.
- Criança foi encontrada sem vida com lesões em unidade de saúde na Zona Leste.
- Tia relatou ter visto ferimentos na criança antes de sua morte.
- Mãe da menina não via filha há pelo menos dois meses e não teve contato.
- Justiça autorizou extração de dados de celular apreendido na residência dos tios.
O tio de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, confessou ter cometido o crime, segundo a delegada Alice Fernandes. O homem, identificado como Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (20), em Porto Alegre. O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte da criança.
Segundo a Polícia Civil, Samylle estava morando com os tios havia pelo menos dois meses. Foram eles que levaram a menina à UPA Bom Jesus, na Zona Leste da capital gaúcha, durante a madrugada de segunda-feira (17). A criança chegou à unidade já sem vida e com manchas roxas pelo corpo. A polícia foi acionada depois que os médicos identificaram sinais de violência.
Conforme a investigação, Nicolas fugiu quando os policiais chegaram à unidade de saúde.
Tia relatou ter visto lesões
A delegada informou que a tia da menina afirmou aos investigadores que percebeu lesões no corpo da criança no dia da morte. Segundo o relato, ela havia chegado do trabalho e discutido com o companheiro depois de questioná-lo sobre os ferimentos apresentados por Samylle.
Ainda conforme a delegada, a mulher contou que a menina foi para o quarto dormir. Posteriormente, ao passar pelo cômodo, percebeu que a criança apresentava espuma pela boca, aparentando estar em convulsão. A tia já foi ouvida pela polícia e, até o momento, é tratada como testemunha. Segundo a delegada, ela prestou esclarecimentos e colaborou com a investigação.
Mãe não via filha havia dois meses
A mãe de Samylle foi ouvida pela primeira vez na manhã de quarta-feira (19). Ela compareceu à delegacia acompanhada de uma advogada e prestou depoimento por cerca de uma hora. Segundo a polícia, a mulher tinha a guarda unilateral da criança, mas afirmou que não via a filha havia pelo menos dois meses. Ela também relatou não manter contato com Samylle por telefone ou videochamada.
De acordo com a defesa da mãe, ela era impedida pelos tios de visitar e conversar com a filha.
Meninas foram morar com pessoas diferentes
A delegada explicou que, após a separação da mãe do companheiro, as duas filhas passaram a morar em locais diferentes. A filha mais velha ficou com o pai, enquanto Samylle foi inicialmente deixada sob os cuidados de uma amiga da mãe. Posteriormente, a tia levou a criança para morar com ela.
A Justiça autorizou a extração de dados de um celular apreendido na residência dos tios, onde Samylle estava morando. Segundo a Polícia Civil, o conteúdo do aparelho é considerado importante para esclarecer as circunstâncias da morte e reconstruir o contexto dos fatos.
(Com informações do g1/RS)