O caso do cachorro comunitário Orelha morto por maus-tratos em Florianópolis, em Santa Catarina, ganhou um novo desdobramento.
De acordo com informações divulgadas pela CNN, áudios do porteiro do condomínio em que moram os adolescentes suspeitos afirmam que o cão orelha teria sido agredido pelo grupo.
“Na mesma noite que eles arranjaram confusão comigo, eles parecem dar umas pauladas no cachorro e depois foram lá e mexeram na barraca ainda. Seis folgados, são seis folgados que têm aí", afirmou o funcionário.
Além disso, o porteiro teria tirado fotos dos jovens e comentado sobre os mesmos em um grupo de vigilantes.
COAÇÃO A TESTEMUNHAS
Durante as investigações da Polícia Cívil de Santa Catarina, três familiares dos adolescentes foram indiciados por suspeita de coação contra uma testemunha. A vítima seria o porteiro do prédio.
Em 26 de janeiro foram realizadas buscas e apreensão nas casas dos envolvidos. A PC buscava uma possível arma de fogo, que teria sido usada para ameaçar a testemunha. No entanto, o objeto não foi localizado.
O QUE DIZ A DEFESA?
A defesa dos investigados argumenta que um dos pais teria conversado com o funcionário para se colocar à disposição para tratar de eventuais problemas envolvendo os filhos e o próprio porteiro, já que eles teriam tido problemas anteriores. Em seguida, outros dois adultos também teriam falado com o funcionário.
O QUE ACONTECEU?
O cão comunitário Orelha foi vítima de violência extrema no dia 4 de janeiro. No entanto, a PC só tomou conhecimento do caso alguns dias depois, no dia 16. O caso ganhou repercussão nacional e gerou revolta na população.
Informações como dados pessoas e fotos dos adolescentes suspeitos foram divulgadas na internet. O que fez com que a Justiça de Santa Catarina determinasse a remoção de conteúdos que expõem os jovens de plataformas digitais por violar o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O grupo também é suspeito de tentar afogar um outro cachorro no mar, o Caramelo. Devido aos graves ferimentos, o Orelha teve que passar por uma eutanásia.