Antes de confessar à Polícia Civil que matou a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, durante uma discussão no subsolo do condomínio onde moravam, o empresário Cléber Rosa de Oliveira e a vítima já acumulavam um histórico prolongado de conflitos em Caldas Novas (GO). As divergências começaram com disputas administrativas, evoluíram para registros policiais, ações judiciais e denúncias do Ministério Público, e culminaram em uma tentativa de expulsão de Daiane do prédio, posteriormente suspensa pela Justiça.
Segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás, os dois figuravam em pelo menos 12 processos judiciais, envolvendo acusações de calúnia, difamação, lesão corporal e violação de domicílio. A disputa começou com um desentendimento sobre a locação de um imóvel, que excedia o número de hóspedes permitido pelo regulamento do condomínio, e evoluiu para atritos diretos entre Daiane e Cléber, então síndico do prédio.