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Arquiteto é agredido por grupo de jovens em Carnaval de Olinda e denuncia homofobia; veja relato

Incidente ocorreu no bairro do Carmo, quando grupo de cerca de 15 jovens abordou vítima com ofensas e violência física.

Arquiteto denuncia agressões e caso de homofobia | Foto: Reprodução/WhatsApp
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O arquiteto e artista Augusto Mendonça denuncia  ter sido agredido por um grupo de jovens durante o Carnaval em Olinda (PE) quando estava vestido como drag queen. A vítima relata ter sido xingada e levado um soco no olho. O caso aconteceu no domingo (15), por volta das 21h, mas a denúncia só foi formalizada na quinta-feira (19).

Mendonça publicou um relato nas redes sociais narrando os acontecimentos. Ele afirma que estava retornando para casa quando foi abordado por um grupo de cerca de 15 pessoas.

A DINÂMICA DOS ACONTECIMENTOS

O arquiteto afirma que foi ao Sítio Histórico encontrar amigos e chegou à cidade vestido como uma drag queen, com peruca, maquiagem e cílios postiços. As agressões teriam acontecido da seguinte forma:

A vítima teria se desencontrado com os amigos e resolveu ir embora do local. Ele havia deixado o carro e o celular no Viradouro e ao passar pelo bairro do Carmo, percebeu a aproximação de um grupo. Um dos integrantes fez a primeira ofensa.

"Vinham uns cinco jovens. Continuei no mesmo rumo, para não intimidar os caras. “Um dos caras falou assim: ‘Que bicha feia da p****’. Aí eu disse ‘boa noite’ e continuei, porque sei que, com esse tipo de gente, não se brinca”, contou.

NÃO TENTOU REVIDAR

Após isso, ele afirma que um outro grupo de cerca de 10 pessoas  se aproximou. Nesse momento, um homem teria xingado a vítima: Aí esse primeiro cara que me xingou falou ‘Olha aí, para tu’, se referindo a um dos rapazes que estavam nesse segundo grupo”, disse.

Augusto afirmou que, nesse momento, pensou em desviar o caminho, mas acreditou que os homens poderiam correr atrás dele. Foi nesse momento que ocorreu a agressão física.

“Quando esse cara chega perto de mim, ele dá um soco. Um soco forte no meu olho. Eu me abaixo na hora, a cabeça zumbindo. Levantei e eles continuaram tranquilamente o trajeto. Coloquei a mão e estava saindo sangue, senti que o olho começava a inchar. Fiquei na minha, calado, porque eu não ia voltar para procurar briga com 15 pessoas”, afirmou.

SENTIU VERGONHA

Depois de ter sido agredido, Mendonça buscou ajuda em um vendedor ambulante e depois resolveu seguir para casa. Ele diz ter sentido vergonha de relatar os acontecimentos a família e amigos e só tomou coragem de expor na última quinta-feira.

Na quinta-feira, Augusto foi à Delegacia do Varadouro e registrou boletim de ocorrência sobre o caso. No mesmo dia, passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), no Centro do Recife. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil que busca identificar a identidade dos envolvidos. 

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