- Homem de 32 anos preso por suspeita de matar esposa a facadas em São José do Rio Preto.
- Crime ocorreu durante discussão, suspeito fugiu e se entregou à polícia na quinta-feira.
- Homem já havia sido condenado por assassinato de ex-namorada em 2016 e estava em liberdade.
- Polícia suspeita que ele se escondesse na casa do pai e que tenha agido em defesa durante briga.
- Ministério Público acusa suspeito de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel.
Um homem de 32 anos, identificado como Hiago Moreira Schnornberger, foi preso preventivamente na quinta-feira (22) por suspeita de matar a esposa, Elizângela Aparecida Matheus, de 51 anos, a facadas, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Condenado pelo assassinato de uma ex-namorada em 2016, ele havia cumprido dez anos de prisão e estava em liberdade condicional desde janeiro deste ano, segundo a delegada responsável pelo caso.
Suspeito se entregou à polícia
Elizângela foi morta dentro de casa, no bairro Parque da Cidadania, na tarde de quarta-feira (21). Segundo a polícia, o crime teria ocorrido durante uma discussão entre a vítima e Hiago.
Após o assassinato, o homem fugiu do local e se apresentou à polícia na quinta-feira, em uma delegacia de Mirassol, cidade localizada a cerca de 15 quilômetros de São José do Rio Preto. A prisão preventiva foi decretada, e a polícia suspeita que ele tenha se escondido na casa do pai.
Ao se apresentar, Schnornberger alegou que atingiu a esposa durante uma luta corporal e que agiu para se defender. Segundo sua versão, a mulher era “muito ciumenta” e teria pegado um punhal de uma gaveta para atacá-lo.
O relato, porém, diverge do depoimento de uma filha adolescente de Elizângela, que teria presenciado o crime. Segundo a delegada Dálice Aparecida Ceron, a jovem contou que encontrou o suspeito sobre a mãe, esfaqueando-a.
Elizângela e Schnornberger estavam casados havia pouco mais de um mês. A vítima deixou duas filhas.
Homem foi condenado por assassinato em 2016
Schnornberger já havia sido condenado pelo assassinato de Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, em 2016. De acordo com a delegada, ele recebeu uma pena de 25 anos de prisão, cumpriu dez anos e passou a cumprir liberdade condicional em janeiro de 2026.
Na ocasião, assim como no caso de Elizângela, ele também teria se apresentado à polícia somente no dia seguinte ao crime.
O Ministério Público de São Paulo o acusou de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia foi aceita pela Justiça.
Como foi o assassinato da ex-namorada
Segundo a denúncia do Ministério Público, Schnornberger não aceitava o fim do relacionamento com Fernanda e a matou a facadas em uma área de mata de Pitangueiras, município a cerca de 370 quilômetros da capital paulista.
Conforme a acusação, ele teria atraído a jovem para o local sob o pretexto de acampar. A denúncia relata que os braços e as pernas da vítima foram amarrados, seus olhos foram vendados e ela foi esfaqueada. O documento também aponta que o homem teria descoberto que Fernanda estava grávida e suspeitava de uma traição.
Durante o julgamento, o réu apresentou uma versão semelhante à que relatou à polícia após a morte de Elizângela. Ele afirmou que Fernanda teria tentado atacá-lo depois de pedir para ver seu celular e que a jovem acabou atingida durante uma luta corporal.
Um trecho do processo registra que o réu negou ter tido a intenção de ferir a vítima e alegou que ela tinha ciúmes dele.
Até o momento, não havia manifestação da defesa de Schnornberger sobre o caso. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não há dados sobre a defesa disponíveis no processo. O advogado que o representou no julgamento do assassinato de Fernanda foi procurado pela imprensa, mas não foi localizado.
Como denunciar violência contra a mulher
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, e a ligação é gratuita.
A central recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha mulheres para serviços de proteção e atendimento psicológico.