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Adolescente suspeita de envenenar marmitas para matar os pais teria agido por raiva, diz polícia

Jovem de 17 anos confessou ter colocado veneno em alimentos após briga familiar; primo ingeriu parte da comida e precisou de atendimento médico em Minas Gerais

Viatura da Polícia Civil | Foto: Reprodução
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Uma adolescente de 17 anos é suspeita de tentar envenenar os próprios pais ao colocar veneno em marmitas armazenadas na geladeira da família, em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar (PM) a jovem confessou que agiu motivada por raiva após um desentendimento com a mãe. O caso resultou na internação de um primo da adolescente, que ingeriu parte do alimento contaminado.

De acordo com a polícia, a confissão consta no boletim de ocorrência registrado após a denúncia de suspeita de envenenamento. A adolescente relatou que o episódio ocorreu na madrugada da última quinta-feira (8), após uma discussão familiar.

Discussão familiar antecedeu o caso

Conforme relato dos familiares às autoridades, a adolescente mantinha um relacionamento amoroso sem o consentimento dos pais e costumava se encontrar com o namorado de forma escondida. Por volta das 2h da madrugada, a mãe percebeu a ausência da filha no quarto e passou a procurá-la.

Algum tempo depois, a jovem retornou para casa e afirmou que estava na residência de uma amiga, o que deu início a uma discussão entre mãe e filha.

Em depoimento à Polícia Militar, a adolescente afirmou que, após o desentendimento, ficou nervosa e aguardou que a mãe retornasse ao quarto. Em seguida, foi até um armário da casa onde havia um pequeno frasco de veneno para rato, conhecido como “chumbinho”, que, segundo ela, estava guardado há algum tempo pela família para o controle de roedores.

A Polícia Civil recolheu as marmitas que teriam sido envenenadas pela adolescente (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Na sequência, a jovem colocou a substância em três marmitas que estavam na geladeira e que seriam consumidas no dia seguinte pelo pai, de 35 anos, pela mãe, de 41, e por um primo, de 36 anos. Segundo a polícia, o frasco tinha aproximadamente o tamanho de um vidro de esmalte.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a adolescente admitiu que a ação foi motivada pelo estado emocional após a briga. “No momento da ação estava com raiva de seus pais e isso a motivou a colocar o veneno”, diz um trecho do depoimento, mantido na íntegra pelas autoridades.

Primo ingeriu parte da comida e precisou de atendimento médico

O primo chegou a ingerir parte do alimento, mas percebeu rapidamente uma substância estranha na comida e interrompeu a refeição. Ele alertou os demais familiares e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Serrana, onde passou por lavagem estomacal e permaneceu em observação médica. Após avaliação, foi liberado sem complicações.

A perícia técnica recolheu amostras das marmitas e apreendeu o frasco com o restante do veneno. O material será analisado. A Polícia Civil investiga o caso em conjunto com o Ministério Público, que informou, em nota, que não pode divulgar detalhes sobre as medidas adotadas em relação à adolescente por se tratar de menor de idade.

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