- Mulher de 30 anos, suspeita de assassinar casal em Belo Horizonte, segue foragida e levou filho para cidade vizinha.
- Casal de idosos foi encontrado morto em apartamento após filho notar ausência e ir ao imóvel no bairro São Pedro.
- Investigadores destacam violência extrema no crime, com vítimas possivelmente atacadas enquanto dormiam.
- Policia Civil pede prisão preventiva da suspeita e apura possível envolvimento de terceiros no crime.
- Homem e mulher foram assassinados em locais diferentes, com objetos de valor roubados e vendidos na região central.
A mulher de 30 anos apontada como principal suspeita de assassinar um casal de idosos durante um assalto em Belo Horizonte segue foragida e, segundo a Polícia Civil, deixou a cidade levando o filho, de seis anos. As equipes realizaram diligências ao longo desta quarta-feira (1º), mas não conseguiram localizá-la. Diante disso, a corporação informou que solicitará à Justiça a prisão preventiva da investigada.
Até o momento, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) não divulgou oficialmente um alerta de procura nem confirmou a identidade da suspeita.
Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (1º), investigadores apresentaram novos detalhes sobre a apuração da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.
O casal foi encontrado sem vida na terça-feira (30), dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, região Centro-Sul da capital mineira. A descoberta ocorreu após o filho das vítimas estranhar a falta de contato com os pais e decidir ir até o imóvel. Conforme a investigação, a suspeita havia prestado serviços de limpeza para o casal pela primeira vez.
Os delegados Gustavo Barletta e Felipe Freitas, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), afirmaram que a cena encontrada pelos policiais foi de extrema violência. De acordo com eles, os indícios apontam que as vítimas provavelmente estavam dormindo quando foram atacadas, já que não foram identificados sinais de luta ou tentativa de defesa. A conclusão é baseada nas lesões observadas durante a perícia.
"Muito provavelmente as vítimas não tiveram chance de reação", declarou o delegado Felipe Freitas.
A investigação trabalha com a hipótese de que Maria Clotilde tenha sido morta na sala do apartamento, enquanto Cláudio Atala foi atacado no quarto. Ainda não há elementos suficientes para determinar qual dos dois foi assassinado primeiro.
Segundo os investigadores, o crime foi marcado por elevado grau de violência. Durante a coletiva, Felipe Freitas classificou o caso como bárbaro e afirmou que a brutalidade da cena impressionou até mesmo os policiais envolvidos na ocorrência.
Entre os bens levados estavam joias, relógios e outros objetos de valor, que teriam sido vendidos na região central de Belo Horizonte. Os celulares das vítimas foram recuperados em um lote vago, em Vespasiano. Os aparelhos estavam embrulhados em papel-alumínio, material que pode dificultar o rastreamento por sinal.
A Polícia Civil também apura a possível participação de outras pessoas no crime. Imagens de câmeras de segurança mostram um veículo permanecendo por cerca de 15 minutos nas proximidades de uma caçamba onde alguns objetos supostamente descartados pela suspeita foram encontrados, o que reforça a hipótese de que ela tenha recebido apoio de terceiros.
Ainda conforme Felipe Freitas, há informações de que a investigada enfrentava dificuldades financeiras e possuía dívidas. Familiares relataram à polícia que cerca de R$ 40 mil teriam sido arrecadados para quitar débitos com agiotas. O delegado acrescentou que a mulher foi descrita por pessoas próximas como emocionalmente instável e com histórico de depressão.