- Empresária Carolina Sthela presa suspeita de agredir empregada doméstica no Maranhão.
- Agressões ocorreram após desaparecimento de anel avaliado em R$5 mil, segundo investigações.
- Policial militar Michael Bruno Lopes Santos é suspeito de participar das agressões e se entregou à polícia.
- Empresária foi transferida para São Luís após prisão em Teresina e nega ser a dona da voz nos áudios divulgados.
A empresária Carolina Sthela foi presa na quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí, suspeita de agredir uma empregada doméstica de 19 anos devido ao desaparecimento de um anel no Maranhão.
O caso ganhou repercussão nacional após áudios comprometedores em que a suspeita narra as agressões vazarem.
Confira agora o que se sabe sobre o episódio e a cronologia dos acontecimentos:
- O Início de tudo;
- Como aconteceram as agressões;
- O que diz a vítima;
- Registro de Boletim;
- Áudios Vazados;
- Prisão no Piauí;
- Empresária é transferida;
- Perícia confirma autoria de áudios e prisão é mantida
O INÍCIO DE TUDO
A jovem de 19 anos foi contratada por Carolina no início do mês de abril. Ela está grávida de cinco meses e aceitou o trabalho por um período de um mês apenas.
A vítima relata que tinha a intenção de com o trabalho conseguir comprar o enxoval do bebê. O valor do serviço não foi combinado de forma prévia por ambas as partes envolvidas.
Ainda segundo a jovem, o serviço incluía limpar a casa, lavar e passar roupas com uma jornada de segunda a sexta-feira das 9h às 19h.
Além disso, ela ainda cuidava de uma criança de seis anos e tinha apenas 30 minutos de intervalo.
COMO ACONTECERAM AS AGRESSÕES
No dia 17 de abril, a patroa avisa para a jovem que iria receber a visita naquele dia do policial militar Michael Bruno Lopes Santos. Ele também é suspeito de agredir a empregada doméstica.
De acordo com as investigações, ele chegou armado no local. A jovem foi acusada de roubar um anel avaliado em R$5 mil e a partir daí iniciou as sessões de agressão.
A jovem afirma ter tido que procurar o objeto pela casa e acabou encontrando em um cesto de roupa suja. Mesmo assim, a violência continuou.
O QUE DIZ A VÍTIMA
De acordo com depoimento da vítima, ela foi submetida a puxões de cabelos, socos, murros e foi derrubada no chão.
Além disso, em áudios vazados a própria empresária afirma que as agressões perduraram por quase 1h.
O policial militar é suspeito de colocar a arma na boca da jovem e ter puxado seus cabelos para que ela confessasse o suposto furto.
REGISTRO DE BOLETIM
No dia seguinte, em 18 de abril, a jovem passou por exames de corpo de delito e registrou um boletim de ocorrência.
No dia do episódio, uma viatura da Polícia Militar foi até o local. Inclusive, no áudio vazado, a mulher diz que o policial teria afirmado que ela deveria ser levada à delegacia porque a jovem estava “cheia de hematomas”.
Na sequência, Carolina supostamente afirma que a vítima “não era para ter saído viva”.
Carolina também registrou um boletim de ocorrência após afirmar que sentiu falta de algumas jóias e não ter encontrado na casa.
Em depoimento à polícia, ela afirmou ter encontrado os objetos na bolsa da jovem.
ÁUDIOS VAZADOS
Na terça-feira (5), a TV Mirantes divulgou áudios gravados por Carolina onde ela narra os acontecimentos.
Ela narra que as agressões duraram “quase uma hora”. Relata tapas, murros e outros atos de violência.
Carolina afirma que as acusações foram distorcidas e que medidas judiciais foram tomadas.
PRISÃO DA SUSPEITA NO PIAUÍ
A prisão preventiva de Carolina e do PM foi decretada na quinta-feira (7) pela Justiça do Maranhão.
Apenas poucas horas depois, ela foi presa em um posto de combustível em Teresina, no Piauí. Ela estava hospedada na casa de uma parente na cidade.
De acordo com a Secretária de Segurança Pública do Maranhão, a empresária afirmou ter ido à cidade para deixar o filho com familiares.
Ela foi encontrada na presença do marido e do filho abastecendo o carro, o que levantou suspeitas de fuga.
Ainda no mesmo dia, o PM Michael Bruno se entregou à polícia. Ele confessou a participação nas agressões, segundo a PC.
EMPRESÁRIA É TRANSFERIDA
Após a prisão em Teresina, Carolina foi transferida para São Luís em um helicóptero da PC do Maranhão.
A empresária foi levada para a 21ª Delegacia de Polícia do Araçagy, onde prestou depoimento por pouco mais de uma hora.
Durante o depoimento, Carolina negou ser a dona da voz nos áudios divulgados e afirmou estar grávida de três meses.
A Polícia Civil solicitou perícia oficial nas gravações e exames de corpo de delito na empresária. Até o momento, as autoridades não confirmaram a gestação
PERÍCIA CONFIRMA AUTORIA DOS ÁUDIOS E PRISÃO É MANTIDA
Na sexta-feira (8), o Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou que os áudios divulgados são, de fato, da empresária.
A prisão de Carolina foi mantida. Ela passou por audiência de custódia na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís.
O caso segue em investigação.