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Vacinação de gestantes reduz infecções respiratórias em bebês em Teresina

A imunização durante a gravidez permite que anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê.

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  • Vacinação de gestantes contra VSR reduz circulação do vírus em Teresina em mais de 80% no primeiro semestre de 2026.
  • Redução de 81,3% nos casos de SRAG associados ao VSR, que passaram de 100 para 19 notificações no período.
  • Cobertura vacinal em Teresina atingiu 80,49%, superando meta nacional de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
  • Uso do nirsevimabe desde fevereiro de 2026 amplia proteção a bebês prematuros e crianças com condições clínicas específicas.
  • Combinação de estratégias, incluindo vacinação e medidas preventivas, contribuiu para a redução de internações por doenças respiratórias graves.
Vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | Foto: ASCOM/FMS
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A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) já apresenta resultados positivos em Teresina. Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) mostram que, no primeiro semestre de 2026, houve uma redução superior a 80% na circulação do vírus, principal causador de bronquiolite e pneumonia em bebês e idosos.

De janeiro a junho deste ano, o Laboratório Central (Lacen) confirmou 39 casos positivos para o VSR, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 208. A queda de aproximadamente 81,3% também foi observada nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus, que passaram de 100 para 19 notificações.

Segundo a FMS, um dos principais fatores para esse cenário foi a inclusão da vacina contra o VSR no calendário nacional de imunização para gestantes, em dezembro de 2025. Em Teresina, a cobertura vacinal alcançou 80,49% do público-alvo, ultrapassando a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A imunização durante a gravidez permite que anticorpos sejam transferidos da mãe para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros seis meses de vida, fase em que as crianças estão mais vulneráveis ao desenvolvimento de formas graves de doenças respiratórias. Não por acaso, mais da metade dos casos de SRAG registrados neste ano ocorreu entre crianças com menos de um ano.

Além da vacinação das gestantes, a rede municipal de saúde passou a oferecer, desde fevereiro de 2026, o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é indicado para bebês prematuros, nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação, e para crianças menores de dois anos com condições clínicas específicas, ampliando a proteção contra complicações causadas pelo vírus.

Para a diretora interina de Vigilância em Saúde da FMS, Oriana Bezerra, a redução dos casos é resultado da combinação de diferentes estratégias. Além da vacinação, ela destaca a proteção oferecida aos recém-nascidos, o comportamento natural da circulação do vírus e as medidas preventivas adotadas pela população e pelos serviços de saúde.

A Fundação Municipal de Saúde ressalta que a manutenção da vacinação das gestantes é essencial para preservar a baixa circulação do VSR e reduzir o número de internações por doenças respiratórias graves entre os bebês.

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