- Investigação sobre ofensas ao prefeito de Parnaíba será ampliada, envolvendo mais pessoas além das três inicialmente acusadas.
- Justiça concedeu medida protetiva para proteger a filha do prefeito, proibindo vigilância e monitoramento da criança.
- Polícia Civil investiga mensagens e áudios com conteúdo ofensivo e possíveis crimes contra a criança.
- Advogado do prefeito afirma que ofensas ultrapassaram limites e podem caracterizar violência de gênero.
- Procedimentos cível e criminal tramitam em sigilo para proteger a criança e preservar as investigações.
A investigação sobre as supostas ofensas e perseguições contra o prefeito de Parnaíba, Francisco Emmanuel, será ampliada e poderá alcançar outras pessoas além das três inicialmente envolvidas no caso, segundo o advogado do gestor, Dr. Mickael Brito. “Ultrapassaram todos os limites”, declarou.
A fala ocorreu após a Justiça conceder uma medida protetiva de natureza cível para proteger a filha de dois anos do prefeito. A decisão proíbe os investigados de seguir, vigiar ou monitorar a criança e sua rotina.
Paralelamente, a Polícia Civil investiga possível crime envolvendo a criança. A apuração analisa mensagens e áudios compartilhados em um grupo com centenas de integrantes, nos quais três investigados teriam demonstrado interesse pela rotina da menina.
Em um dos áudios analisados, um dos investigados teria mencionado a possibilidade de a criança ficar “sequelada”. O conteúdo e a eventual relevância criminal ainda são apurados.
Segundo o advogado, em entrevista à Rede Meio Norte, assim que tomou conhecimento do material ofensivo, o prefeito acionou a assessoria jurídica. Foi registrado um boletim de ocorrência e solicitada a abertura de um inquérito policial perante a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).
Após a coleta e a preservação das provas dentro da cadeia de custódia, a defesa ingressou com um pedido judicial. A solicitação foi atendida pelo Ministério Público e, na sequência, pelo magistrado da 3ª Vara Cível da Comarca de Parnaíba.
É importante relatar que foi a gota d'água para o prefeito da cidade, haja vista ser a filha dele uma criança de apenas 2 anos, ela não tem culpa de nada e sofrer ofensas graves de dizer que ela ficaria sequelada por estudar em na rede de ensino municipal, disse o advogado.
Embora três pessoas tenham sido inicialmente apontadas no processo, o Dr. Mickael Brito destacou que o objetivo é identificar e responsabilizar todos os envolvidos nos atos de perseguição contra o prefeito e sua família.
Essa medida abrange não só essas três pessoas, a investigação ela vai ser bem mais ampla, tem muito mais pessoas que vão ser responsabilizadas por esses atos de perseguição contra o prefeito da cidade de Parnaíba. Ultrapassaram todos os limites. De não só ofensas a ele, ofensas à mulher dele, ofensas à mãe dele e agora a uma criança de 2 anos. Isso aí já pode, pode não, já está caracterizando violência de gênero, né? Que é o tema 1412 do STF. Então assim, as medidas estão sendo feitas e eu tenho certeza que a polícia judiciária vai, vai conseguir detectar as demais pessoas que estão envolvidas nisso, disse.
Os procedimentos cível e criminal tramitam sob sigilo para preservar a criança e não comprometer as investigações.