Paulo Henrique Pereira e Maria do Socorro Ramos do Nascimento foram indiciados pela Polícia Civil do Piauí após a conclusão das investigações sobre o caso em que uma garçonete foi agredida em um bar no Conjunto Residencial Esplanada, na zona Sul de Teresina. O homem é considerado foragido.
ENTENDA O QUE ACONTECEU
O crime ocorreu na tarde do dia 6 de janeiro deste ano e foi registrado por câmeras de segurança. Segundo o inquérito, a vítima trabalha como garçonete no estabelecimento “Silvana Drinks Boate”, local onde também funcionaria um prostíbulo.
No dia em questão, por volta das 17h, ela foi agredida durante uma discussão envolvendo o pagamento de uma conta de bebidas alcoólicas. As investigações apontam que Paulo Henrique Pereira teria utilizado um copo térmico para atingir a vítima, provocando fratura em um dos dedos da mão, o que a afastou do trabalho por mais de 30 dias, conforme laudo pericial.
Testemunhas ouvidas pela polícia confirmaram a dinâmica dos fatos e apontaram Paulo Henrique como autor da agressão. A proprietária do estabelecimento relatou que encontrou o suspeito bastante alterado e que ele deixou o local antes da chegada da Polícia Militar.
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FALSO TESTEMUNHO
Em depoimento, Maria do Socorro Ramos do Nascimento, que teria um relacionamento com Paulo, afirmou que não viu o investigado cometer as agressões nem o viu com o copo na mão. No entanto, a versão foi considerada falsa diante de outros testemunhos e das imagens de câmeras de segurança.
Segundo a polícia, ela ainda ajudou o suspeito a deixar o local antes da chegada dos policiais militares.
INDICIAMENTOS
Nesta quarta-feira (11), o delegado Jarbas Lima informou que o 23º Distrito Policial concluiu o inquérito do caso.
- Paulo foi indiciado pelos crimes de lesão corporal de natureza grave (art. 129, §1º, inciso I, do Código Penal), difamação (art. 139), injúria (art. 140) e ameaça (art. 147).
- Maria foi indiciada por falso testemunho (art. 342) e favorecimento pessoal (art. 348).
A polícia chegou a manter contato com Paulo Henrique, que possui uma vidraçaria em Açailândia (MA), mas ele não compareceu à delegacia e se recusou a informar sua localização. O delegado representou pela prisão do suspeito, atualmente foragido. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.