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Seis são presos no Piauí em operação contra grupo suspeito de golpes virtuais e lavagem de dinheiro

Operação Cripto-Quimera cumpre 14 mandados em Parnaíba e municípios paulistas

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  • Seis pessoas foram presas no Piauí durante a Operação Cripto-Quimera, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil de Goiás.
  • A operação cumpriu 14 mandados de prisão e 19 de busca, com foco em fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
  • Investigação revelou esquema de lavagem em três etapas, envolvendo contas de passagem e transferências sucessivas.
  • Operação prevê sequestro de cerca de R$ 250 mil em bens para recuperação do prejuízo da vítima.
  • Operação foi coordenada pela DEIC de Goiás, com apoio da Polícia Civil do Piauí e do Ministério da Justiça.
Pessoas são presas em Parnaíba; | Foto: SSP-PI
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Seis pessoas foram presas no Piauí durante a Operação Cripto-Quimera, deflagrada nesta quarta-feira (28) pela Polícia Civil de Goiás contra uma associação criminosa interestadual suspeita de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu mandados em Parnaíba, no litoral do estado. Celulares também foram apreendidos.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão. Além de Parnaíba. Os aparelhos apreendidos serão analisados para subsidiar o andame, as ações ocorreram nos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos, Osasco e Guarujánto de outras investigações.

A integração entre as forças de segurança é essencial para combater grupos criminosos que utilizam ferramentas digitais para aplicar golpes e movimentar recursos ilícitos. Essas práticas envolvem estruturas que atuam em diferentes estados, o que exige compartilhamento de informações, inteligência policial e ações coordenadas. A atuação da Polícia Civil do Piauí nessa operação reforça o compromisso da Secretaria de Segurança Pública com o enfrentamento à criminalidade e a responsabilização dos envolvidos, pontuou o superintendente de Operações Integradas da Secretária Pública de Segurança do Piauí, delegado Matheus Zanatta.

CRIPTOMOEDAS E RENDIMENTOS ELEVADOS

As investigações começaram após um golpe virtual em Goiânia (GO), em março de 2023, quando criminosos invadiram o perfil de um conhecido de confiança da vítima para divulgar falsas ofertas de investimento em criptomoedas com altos rendimentos.

Acreditando na veracidade, a vítima entrou em contato e foi direcionada a supostos atendentes e supervisores de uma plataforma de investimentos. Eles a convenceram a instalar um aplicativo de acesso remoto no celular, sob o pretexto de auxiliar a configurar uma carteira digital.

Operação cumpriu mandados no Piauí. /Foto: SSP-PI

PREJUÍZO E ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO

Com isso, eles conseguiram realizar transferências bancárias e movimentaram R$ 477.083,79 em 24 horas. Após estornos de R$ 226.978,46, o prejuízo real à vítima foi de R$ 250.105,33.

A investigação revelou um esquema de lavagem de dinheiro em três etapas, com contas de passagem e transferências sucessivas para ocultar a origem dos valores.

  • 1ª ETAPA: Colocação: os recursos eram recebidos em contas bancárias vinculadas, principalmente, a pessoas jurídicas recém-constituídas ou empresas de fachada, simulando negócios legítimos.
  • 2ª ETAPA: Estratificação: o dinheiro era fragmentado e distribuído para beneficiários em vários estados. Foram identificadas pessoas com passagens criminais por crimes como tráfico, roubo, receptação e estelionato.
  • 3ª ETAPA: Integração: os valores eram pulverizados por meio de pequenas transações, transferências circulares, uso de contas comerciais e saques rápidos em espécie para dissimular a origem e o destino final do dinheiro.

SEQUESTRO DE BENS E CRIMES

A operação prevê o sequestro judicial de cerca de R$ 250 mil em bens e valores dos investigados para garantir a recuperação do prejuízo da vítima. Conforme a polícia, o objetivo também é impedir que os investigados continuem utilizando o dinheiro.

Eles poderão responder, conforme suas respectivas responsabilidades, por:

  • fraude eletrônica, prevista no artigo 171, § 2º-A, do Código Penal;
  • associação criminosa, prevista no artigo 288 do Código Penal;
  • lavagem de dinheiro, prevista no artigo 1º da Lei nº 9.613/1998.

QUEM PARTICIPOU DA OPERAÇÃO?

A Operação Cripto-Quimera foi coordenada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), vinculado à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de Goiás, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil do Piauí, por meio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Delegacia Seccional de Parnaíba e da Polícia Civil de São Paulo.

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