O homem preso durante uma operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), realizada na tarde desta sexta-feira (6), no bairro Promorar, zona Sul de Teresina, foi identificado como “Neguinho do Promorar”. De acordo com o departamento, ele é suspeito de atuar no tráfico de drogas na região e possui ligação direta com a facção criminosa Bonde dos 40.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, após um período de monitoramento conduzido pela inteligência da Secretaria de Segurança Pública. A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI).
Durante a operação, os policiais apreenderam uma grande quantidade de entorpecentes, entre crack e maconha, além de uma arma de fogo de uso restrito, do tipo pistola Glock, calibre .380, acompanhada de lanterna tática de fabricação australiana. Segundo o DRACO, o armamento é semelhante ao utilizado por forças policiais.
Monitoramento remoto e ligação com facção
Em coletiva de imprensa realizada ainda nesta sexta-feira, o delegado Charles Pessoa confirmou que o suspeito já havia sido alvo de outras ações policiais e vinha sendo monitorado há meses. Segundo ele, tanto "Neguinho do Promorar" quanto o irmão, que está sendo investigado, mantêm vínculo com a facção Bonde dos 40.
As investigações apontam que o suspeito utilizava um sistema de monitoramento por câmeras, instalado em um imóvel localizado do outro lado da rua onde a droga era armazenada. O esquema permitia o acompanhamento remoto da movimentação policial e de terceiros, dificultando a ação das forças de segurança.
Ainda conforme o delegado, o irmão do suspeito também é apontado como um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas na região do Promorar:
“É um indivíduo que já causou muitos prejuízos à sociedade e agora está à disposição da Justiça”, afirmou.
Investigação continua
Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia e constatação. As investigações seguem em andamento para identificar a origem da arma, que segundo a polícia, é de fabricação estrangeira e teria ingressado no país por rotas ilegais utilizadas por facções criminosas. O suspeito permanece detido na sede do DRACO e deve passar por audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.