- O governador do Piauí, Rafael Fonteles, concedeu entrevista ao programa Ciência Política.
- Ele destacou os resultados nas áreas de educação, segurança pública e saúde como principais marcas da gestão.
- Rafael também falou sobre o cenário político nacional, eleições e apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O governador afirmou que a educação é o principal eixo da atual gestão e destacou a redução de crimes no estado.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, concedeu uma entrevista ampla ao programa Ciência Política, exibido nesta quinta-feira (7) pela Rede Meio Norte. Em conversa conduzida pelo jornalista Ananias Ribeiro, o governador fez um balanço da gestão estadual, destacou os resultados nas áreas de educação, segurança pública e saúde, comentou projetos como o OPA e a regularização fundiária, além de falar sobre o cenário político nacional, eleições e o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Educação é colocada como principal marca do governo
Ao longo da entrevista, Rafael Fonteles reforçou que a educação segue como o principal eixo da atual gestão. O governador no dia da entrevista tinhas recebido os estudantes medalhistas de olimpíadas de Química e Física no Palácio de Karnak e utilizou os resultados para destacar o desempenho da rede pública estadual.
“As dez medalhas de ouro da Olimpíada Piauiense de Química foram de estudantes da escola pública”, afirmou. Segundo o governador, o resultado demonstra o impacto dos investimentos realizados na educação integral e no incentivo aos alunos de alto rendimento.
Rafael também destacou que o Piauí se tornou o primeiro e único estado brasileiro com todas as escolas públicas de ensino médio funcionando em tempo integral.
“Nós colocamos como meta universalizar a escola de tempo integral e alcançamos isso no terceiro ano de governo”, declarou.
De acordo com ele, o modelo amplia a carga horária dos estudantes, fortalece atividades culturais e esportivas e permite a formação técnica ainda durante o ensino médio. O governador afirmou ainda que a política estadual influenciou prefeituras piauienses a adotarem o ensino integral também na educação infantil e fundamental.
Segurança pública e redução da criminalidade
Outro tema central da entrevista foi a segurança pública. Rafael Fonteles apresentou dados sobre redução de crimes no estado e afirmou que o monitoramento dos índices é feito diariamente pelo governo.
Segundo ele, o Piauí registrou redução de 50% nos homicídios em comparação com o mesmo período do ano passado. O governador também citou queda nos índices de feminicídio, roubos de celulares e latrocínios.
“A política de segurança pública do nosso governo está funcionando”, afirmou. Rafael atribuiu os resultados ao aumento de efetivo, integração das forças policiais e investimentos em inteligência e videomonitoramento.
O governador também ressaltou que o estado possui uma das polícias com menor índice de mortes por intervenção policial do país.
“A polícia tem que ser forte, mas usar ao máximo a inteligência antes da força”, pontuou.
Saúde Digital e metas da gestão
Na área da saúde, Rafael Fonteles destacou a expansão do programa Piauí Saúde Digital, criado para oferecer consultas especializadas e exames à distância para os 224 municípios do estado.
Segundo o governador, o sistema já se aproxima de 1,8 milhão de procedimentos realizados em menos de dois anos. “Estamos chegando a 130 mil procedimentos por mês”, disse.
O chefe do Executivo também afirmou que o estado reduziu drasticamente o tempo de espera por cirurgias eletivas. De acordo com ele, a média caiu de 464 dias para 37 dias.
Durante a entrevista, Rafael afirmou ainda que o governo atingiu 92% das metas previstas no plano de gestão apresentado nas eleições de 2022. Ele citou investimentos em infraestrutura, geração de empregos, segurança e educação como prioridades da administração estadual.
OPA, regularização fundiária e relação com prefeitos
Rafael Fonteles também comentou ações voltadas para participação popular e desenvolvimento social. Entre elas, o governador destacou o Orçamento Participativo Digital (OPA), que permite que associações comunitárias indiquem obras e projetos escolhidos pela população através de votação digital.
Segundo ele, o programa já virou referência para outros municípios piauienses.
“O OPA fortalece a participação social e aproxima o governo das demandas da população”, declarou.
Outro destaque foi a regularização fundiária. Rafael afirmou que o Piauí ultrapassou a marca de 100 mil registros de imóveis entregues, número que classificou como um dos maiores do país.
O governador também comentou a aproximação política com prefeitos de diferentes partidos, inclusive gestores ligados à oposição. Segundo ele, os apoios surgiram após parcerias administrativas firmadas pelo governo com os municípios.
Cenário político nacional e apoio a Lula
Ao falar sobre eleições, Rafael Fonteles direcionou parte da entrevista para o cenário nacional e a importância da disputa para o Congresso Nacional. O governador defendeu que eleitores alinhados ao presidente Lula também apoiem candidatos ao Senado e à Câmara Federal ligados ao mesmo campo político.
“Não faz sentido você apoiar o presidente Lula e votar em parlamentares que atuam contra o governo federal”, afirmou.
Rafael também confirmou apoio às pré-candidaturas de Marcelo Castro e Júlio César ao Senado e disse que a eleição parlamentar terá peso decisivo para a governabilidade nos próximos anos.
Vida pessoal e Dia das Mães
Durante a entrevista, o governador também falou sobre aspectos pessoais, como o aniversário de 41 anos, celebrado recentemente, e o impacto da vida pública na rotina familiar. Rafael destacou o apoio da esposa, Isabel Fonteles, que atua à frente do programa Pacto pelas Crianças, além da convivência com os três filhos.
Ao comentar o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), o governador afirmou que a gestão tem priorizado políticas públicas voltadas para mulheres, mães e crianças, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. Rafael também homenageou a mãe, Deireida, e agradeceu o apoio familiar durante a trajetória política.